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Nevada tem uma das maiores porcentagens de trabalhadores que recebem gorjetas nos Estados Unidos

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A Casa Branca e o Departamento do Tesouro não responderam a perguntas sobre quantos moradores de Nevada deduziram suas gorjetas ou qual o valor de seus reembolsos. Mas em Las Vegas, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que mais de 6 milhões de americanos solicitaram dedução fiscal com base nessa política.

Um número ainda maior de americanos solicitou deduções com base em outros novos cortes de impostos, como a regra de “isenção de imposto sobre horas extras” implementada no verão passado, de acordo com o Tesouro. Uma análise da Upgraded Points com base em dados da Receita Federal (IRS) feita antes do encerramento do prazo para declaração de imposto de renda sugeriu que os moradores de Nevada receberiam alguns dos maiores reembolsos do país.

Trump vinculou o futuro de suas políticas tributárias às eleições de meio de mandato deste ano, embora não tenha mencionado a candidatura à reeleição do governador Joe Lombardo (republicano), após tê-lo apoiado no outono passado.

“Precisamos vencer as eleições de meio de mandato”, disse Trump. “Se não vencermos, essas políticas serão revogadas.”

O presidente do Partido Republicano, Michael McDonald, disse ao The Indy que a visita do presidente também incluiu uma reunião com Lombardo, que, segundo McDonald, “também tem a visão do povo”. Enquanto isso, os democratas de Nevada planejaram coletivas de imprensa e comícios para contrapor a visita do presidente.

Preocupações Bancárias nos EUA Abalam Mercados, Mas Wall Street Mostra Resiliência

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Os mercados financeiros globais enfrentaram uma semana de forte volatilidade, inicialmente pressionados por temores sobre a saúde do setor bancário regional dos Estados Unidos, mas encontrando alívio posterior em notícias sobre a disputa comercial entre EUA e China.

DAX Reage Mal a Temores Bancários

A bolsa alemã sentiu o impacto das preocupações vindas dos EUA, onde dois bancos regionais relataram problemas significativos de crédito. O índice DAX encerrou a semana com perdas acentuadas, registrando uma queda de 1,82% no último pregão, para 23.830 pontos, após chegar a cair 2,4%. O MDAX, índice de empresas de médio porte, também recuou 1,74%.

Especialistas apontaram que o nervosismo foi uma reação direta aos anúncios dos bancos americanos. A notícia despertou memórias do colapso do Silicon Valley Bank e do Signature Bank em 2023, levantando preocupações sobre a interconexão do sistema financeiro e o risco de contágio. Jochen Stanzl, analista da CMC Markets, comentou que “a fraca situação de crédito dos bancos regionais americanos abala os investidores que estavam eufóricos com a inteligência artificial e as esperanças de corte de juros”.

Wall Street Supera Nervosismo e Fecha em Alta

Enquanto a Europa reagia negativamente, Wall Street demonstrou surpresa resiliência. Após um susto inicial, os investidores americanos rapidamente deixaram as preocupações bancárias de lado. O índice Dow Jones fechou com alta de 0,52%, aos 46.190 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,53% e a bolsa de tecnologia Nasdaq avançou 0,52%, recuperando as perdas da véspera.

A recuperação foi apoiada por declarações conciliatórias do presidente Donald Trump sobre a disputa comercial com a China. Em entrevista, Trump afirmou que as novas tarifas de importação “não são sustentáveis” para a economia. Paralelamente, Pequim informou que representantes dos dois países se reunirão “o mais breve possível” para novas negociações.

Análise dos Riscos Bancários

Apesar do alívio, analistas monitoram a situação. Richard Hunter, da Interactive Investor, disse que embora as perdas de crédito relatadas pareçam limitadas, o incidente “desperta memórias desagradáveis”. Outros especialistas, no entanto, mostraram-se mais calmos. Kyle Rodda, da Capital.com, avaliou que “o tamanho dos empréstimos ruins, por si só, não deve representar riscos para o sistema como um todo”.

Thomas Altmann, da QC Partners, observou que os dois bancos regionais, aparentemente vítimas de fraude de crédito ligada a fundos imobiliários, possuem um balanço combinado que representa apenas cerca de 2% do balanço do JP Morgan. “Se esses permanecerem casos isolados, as bolsas rapidamente deixarão esse assunto para trás”, comentou.

Recuperação do DAX no Início da Semana

Impulsionado pela recuperação em Wall Street no final da semana anterior e por ganhos robustos nos mercados asiáticos, onde o Nikkei atingiu uma máxima histórica, o DAX iniciou a nova semana em território positivo. O índice alemão subiu 1,3% na segunda-feira, ultrapassando novamente a marca dos 24.000 pontos. O analista Timo Emden sugeriu que “muitos participantes do mercado veem o recente recuo como uma potencial oportunidade de reentrada”.

Destaques Setoriais e Mercado de Câmbio

Em meio à turbulência, a Continental destacou-se no DAX, com suas ações subindo quase 11% após a empresa de pneus e tecnologia anunciar lucratividade acima do esperado no terceiro trimestre. Na recuperação de segunda-feira, o impulso veio das ações de defesa; Rheinmetall ganhou 3,4% após um novo grande pedido, enquanto Hensoldt e Renk subiram 5,4% e 4,0%, respectivamente.

No mercado de câmbio, o euro mostrou pouca variação no início do dia, sendo negociado a 1,1673 dólares, um nível semelhante ao observado no final da semana anterior.

Minério de ferro registra forte queda na China após frustração com falta de novos estímulos

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Os preços dos contratos futuros de minério de ferro negociados na Bolsa de Dalian despencaram nesta quarta-feira, refletindo a decepção dos investidores diante da ausência de novas medidas fiscais do governo chinês, após a divulgação de um amplo pacote de estímulos. A falta de novidades esfriou o otimismo do mercado e resultou em um movimento de venda expressivo.

O contrato mais negociado, com vencimento em janeiro, encerrou o dia em queda de 3,6%, sendo cotado a 777,5 iuanes por tonelada (cerca de 110,12 dólares), depois de chegar a recuar mais de 4% no início do pregão. Já na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro para entrega em novembro teve leve alta de 0,2%, atingindo 105,2 dólares por tonelada.

Analistas do banco ANZ destacaram que os contratos futuros de metais sofreram pressão após Pequim optar por não anunciar medidas adicionais para impulsionar a economia do país. A expectativa do mercado era que uma coletiva de imprensa promovida pelo órgão responsável pelo planejamento econômico da China trouxesse informações detalhadas sobre incentivos fiscais solicitados pelo Politburo. No entanto, o governo apenas reforçou a intenção de incentivar os investimentos, sem apresentar novos estímulos concretos.

Segundo avaliação dos especialistas do Westpac, a queda dos preços foi influenciada por expectativas excessivamente altas em relação ao pacote de estímulos do governo chinês. O anúncio não atendeu ao que parte dos investidores esperava, levando ao recuo das cotações.

Na terça-feira, o governo da China afirmou estar “totalmente confiante” no cumprimento da meta de crescimento estabelecida para o ano, mas não anunciou políticas fiscais mais agressivas. Essa postura acabou frustrando agentes do mercado financeiro, que apostavam em medidas mais robustas de apoio para reaquecer a economia e estimular setores estratégicos, como a construção civil e a siderurgia.

O cenário indica que, apesar dos esforços já feitos para apoiar a atividade econômica, o governo chinês mantém cautela na adoção de novas ações, o que pode continuar influenciando o comportamento dos preços do minério de ferro e de outros metais no mercado internacional.

Meta passa a usar dados de usuários no treinamento de IA: veja como proteger suas informações

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A partir desta terça-feira, a Meta começa a treinar sua inteligência artificial generativa, a “Meta AI”, utilizando dados públicos de usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp. A mudança preocupa especialistas e defensores da privacidade, já que a empresa não solicita o consentimento direto dos usuários — é preciso manifestar oposição de forma ativa.

Segundo a Meta, as informações utilizadas incluem dados de perfil, postagens, fotos, vídeos, comentários e curtidas feitas em conteúdos públicos. De acordo com a empresa, mensagens privadas ou conteúdos compartilhados em grupos protegidos não estão incluídos nesse processo. No entanto, para a maioria dos usuários, isso significa que boa parte de suas interações nas redes sociais pode ser usada como material de treinamento para a IA, mesmo sem permissão explícita.

O especialista do portal CHIP, Michael Humpa, alerta: “Se você usa Facebook, Instagram ou WhatsApp, seus dados públicos poderão ser utilizados no treinamento da IA da Meta, a não ser que você se oponha formalmente.” E esse é justamente o ponto mais crítico: o formulário para se opor à prática está escondido em locais de difícil acesso nas plataformas da empresa, dificultando o processo de recusa.

Fundamento jurídico contestado

A Meta baseia-se no chamado “interesse legítimo” para justificar essa coleta de dados. Trata-se de uma base jurídica prevista no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia. Com isso, a empresa afirma não precisar de consentimento explícito do usuário — se a pessoa não se opõe, entende-se que ela aceita automaticamente.

A polêmica levou a organização de defesa do consumidor da Renânia do Norte-Vestfália (Verbraucherzentrale NRW) a entrar com uma ação judicial contra a Meta. Apesar da queixa, o tribunal de Colônia, em decisão liminar, não identificou violação da legislação europeia, o que permitiu à empresa seguir com seus planos.

Contudo, especialistas reforçam que usuários ainda podem agir. Ao acessar os canais corretos e preencher o formulário de oposição, é possível impedir o uso futuro de seus dados. Vale lembrar que, caso essa recusa seja feita após o dia 27 de maio, os dados compartilhados publicamente até essa data já poderão ter sido utilizados pela IA da Meta.

CSN Mineração: Perspectivas de Crescimento e Desafios Atuais

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A CSN Mineração, atualmente a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil, possui uma impressionante reserva de aproximadamente 3 bilhões de toneladas, conforme os critérios do Joint Ore Reserves Committee. Esta posição de destaque no setor reforça a importância estratégica da empresa para o mercado de mineração brasileiro e mundial.

Controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a CSN Mineração administra duas importantes minas: Namisa e Casa de Pedra. A última é conhecida pela alta qualidade do minério de ferro extraído, considerado um dos melhores na região produtora. Essa qualidade é um fator chave que impulsiona a competitividade da empresa no cenário internacional.

Antes de sua oferta pública inicial (IPO), a CSN detinha quase 90% de participação na CSN Mineração. O restante estava nas mãos de um consórcio asiático. Durante o IPO, além da própria CSN, dois sócios asiáticos – a Posco e a Japão Brasil Minério de Ferro Participações (JBMF) – também venderam parte de suas participações, mas mantiveram-se como acionistas da companhia. Após a conclusão do IPO, a CSN passou a deter cerca de 77% da sua unidade de mineração.

A venda de parte dessa unidade foi uma medida estratégica para angariar recursos, com o objetivo principal de reduzir o endividamento da companhia, que já era significativo. A captação desses recursos, além de ajudar a equilibrar as finanças, visa também possibilitar a execução de diversos projetos de crescimento.

Entre os projetos em destaque estão o Itabirito P15 e os Projetos de Recuperação de Rejeitos das Barragens Pires e Casa de Pedra. Esses empreendimentos têm grande importância para o futuro da empresa, tanto em termos de sustentabilidade quanto em expansão de capacidade produtiva.

A projeção da CSN Mineração é ambiciosa. A empresa pretende aumentar sua capacidade de produção para 103 milhões de toneladas de minério de ferro por ano até 2033. Para alcançar esse objetivo, estima-se um investimento total de R$22,7 bilhões. Atualmente, a produção anual da companhia gira em torno de 33 milhões de toneladas, o que indica a magnitude do crescimento planejado.

Esse aumento considerável na produção não só fortalecerá a posição da CSN Mineração no mercado global, mas também poderá proporcionar novos patamares de rentabilidade e competitividade. Contudo, os desafios financeiros e operacionais que acompanham esse nível de investimento são significativos, exigindo um planejamento cuidadoso e uma execução precisa para garantir que a empresa alcance suas metas sem comprometer sua saúde financeira.

Em um setor caracterizado por volatilidade nos preços das commodities e incertezas regulatórias, a capacidade de adaptação e inovação será crucial para que a CSN Mineração continue a prosperar e liderar o mercado nos próximos anos.

Perspectivas para o Futuro

O futuro da CSN Mineração parece promissor, especialmente com as projeções de crescimento e os projetos em andamento. A execução bem-sucedida dessas iniciativas colocará a empresa em uma posição ainda mais dominante no mercado global de mineração, consolidando sua relevância econômica e estratégica para o Brasil e seus parceiros internacionais.

Entretanto, a gestão eficiente do endividamento e a implementação dos projetos de forma sustentável serão fatores determinantes para o sucesso a longo prazo. Com uma sólida base de recursos e um planejamento ambicioso, a CSN Mineração tem potencial para continuar crescendo e se destacando no cenário internacional, desde que consiga navegar pelos desafios que o setor impõe.

Essa trajetória de expansão e consolidação da empresa reforça sua importância no setor de mineração, além de contribuir significativamente para a economia brasileira como um todo.

EuroChem inaugura complexo de fertilizantes de fosfato no Brasil

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A EuroChem anunciou a inauguração de sua nova instalação de produção de fertilizantes de fosfato em Serra do Salitre, no Estado de Minas Gerais, Brasil.

Com um investimento total de projeto de quase US$ 1 bilhão, a nova mina de fosfato e o complexo industrial foram construídos em tempo recorde e terão uma capacidade de produção anual de 1 milhão de toneladas de fertilizantes avançados de fosfato, aumentando significativamente a confiabilidade do fornecimento doméstico de fertilizantes de fosfato para os agricultores brasileiros.

A instalação oferece produção integrada de fertilizantes de fosfato de última geração, com baixo consumo de água, um circuito fechado de água e um sistema de geração de energia limpa que reutiliza seu próprio vapor e gera até 40% das necessidades energéticas de toda a instalação.

“O EuroChem tem uma longa e bem-sucedida história na América do Sul, um mercado chave de crescimento para nós, onde há uma alta demanda por nossos produtos”, disse Oleg Shiryaev, Presidente do Grupo EuroChem. “O lançamento de nossa nova instalação nos aproxima um passo de nossos clientes e nos permite fornecer aos agricultores brasileiros acesso a fertilizantes da mais alta qualidade por meio de nossa rede de distribuição bem estabelecida neste importante celeiro global. O EuroChem opera em uma base da mina para a fazenda, garantindo confiabilidade e qualidade em toda a cadeia de fornecimento de fertilizantes, desde a extração de matéria-prima até a produção e entrega ao consumidor final.”

Este movimento da EuroChem fortalece ainda mais a posição do Brasil como um dos principais produtores agrícolas do mundo, assegurando aos agricultores acesso a insumos essenciais para aumentar a produtividade e a sustentabilidade de suas culturas. Com a crescente demanda global por alimentos, a disponibilidade de fertilizantes de qualidade torna-se cada vez mais crítica, e a EuroChem está posicionada para desempenhar um papel vital na alimentação do futuro.

Além disso, a ênfase da empresa na sustentabilidade e na inovação tecnológica reflete um compromisso mais amplo com a preservação ambiental e o uso eficiente de recursos, alinhando-se com os esforços globais para promover uma agricultura mais verde e sustentável.

Com o lançamento deste complexo, a EuroChem não só consolida sua presença na América do Sul, mas também contribui para o fortalecimento da segurança alimentar global, fornecendo aos agricultores as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios do século XXI. Este projeto é um testemunho do compromisso da empresa com a inovação, a excelência operacional e o suporte ao desenvolvimento agrícola em todo o mundo.

Marcopolo: Uma Trajetória de Sucesso na Indústria de Ônibus

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A Marcopolo S.A., uma das maiores fabricantes de ônibus e micro-ônibus do mundo, consolidou sua posição no mercado global ao longo de mais de sete décadas. Com um portfólio diversificado que inclui veículos para transporte urbano e rodoviário, além de modelos especiais como ônibus escolares e turísticos, a empresa é referência no setor automotivo.

Início Humilde e Primeiros Passos

Fundada em 6 de agosto de 1949 na cidade de Caxias do Sul (RS), a Marcopolo começou como Nicola & Cia. Ltda., reunindo oito sócios e quinze funcionários. Inicialmente, a produção era artesanal, com carrocerias de ônibus feitas de madeira. Apenas em 1952 foi lançada a primeira carroceria de aço, um marco importante na modernização da empresa.

Expansão e Primeiros Mercados Externos

A década de 1960 foi fundamental para a expansão da Marcopolo. Em 1961, a empresa realizou sua primeira exportação para o Uruguai. Sete anos depois, em 1968, foi lançado o primeiro modelo com a marca Marcopolo, nome que se tornaria oficial em 1971. Nesse mesmo ano, a companhia assinou seu primeiro contrato internacional de transferência de tecnologia com a Ensamblaje Superior C.A., da Venezuela, para fornecimento de carrocerias em CKD (Completely Knocked Down).

Inovação e Desenvolvimento

Durante os anos 1980, a Marcopolo diversificou ainda mais seu portfólio, consolidando-se como uma líder no mercado de ônibus. Em 1988, a empresa criou a Fundação Marcopolo, voltada para iniciativas sociais e educacionais. Em 1991, inaugurou uma escola de formação profissional para capacitar novos talentos.

Outro marco importante foi a criação do primeiro ônibus brasileiro de dois andares em 1995, reforçando seu compromisso com inovação e excelência no transporte coletivo.

Internacionalização e Novos Negócios

Em 2005, foi fundado o Banco Moneo S.A., uma instituição financeira criada para facilitar o financiamento de produtos Marcopolo. No ano seguinte, a empresa deu um passo estratégico ao formar uma joint-venture com a Tata Motors, da Índia, fortalecendo ainda mais sua presença global.

Hoje, a Marcopolo opera fábricas nos cinco continentes e seus veículos estão presentes em mais de 100 países. Esse alcance global reflete seu compromisso contínuo com qualidade, inovação e atendimento às necessidades de mobilidade.

Presença no Mercado Financeiro

A Marcopolo está listada na bolsa de valores B3, com ações ordinárias (POMO3) e preferenciais (POMO4), além de sua presença no mercado fracionado (POMO3F e POMO4F), consolidando sua relevância no mercado financeiro brasileiro e internacional.

A história da Marcopolo é uma trajetória marcada por pioneirismo, inovação e uma visão estratégica voltada para o futuro. Com uma trajetória de mais de sete décadas, a empresa continua sendo um ícone na indústria automotiva, contribuindo para a mobilidade e o desenvolvimento econômico em escala global.

Análise Técnica na Prática: Da Teoria aos Movimentos Recentes do S&P 500

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Para o investidor que já domina o básico sobre ações, surge inevitavelmente a questão de qual método utilizar para identificar os ativos com maior potencial de valorização ou risco de queda. Nesse momento, o mercado se divide essencialmente em duas escolas: a análise fundamentalista, focada no negócio e no setor da empresa, e a análise técnica. Esta última, frequentemente vista como um caminho mais ágil por dispensar o estudo profundo de balanços, foca na interpretação de gráficos e índices.

A análise técnica, ou gráfica, baseia-se na premissa de que a história dos preços tende a se repetir. Popularizada por Charles Dow, fundador do Wall Street Journal, a teoria sustenta que o preço de um ativo desconta tudo. Salvo eventos imponderáveis como desastres naturais, as cotações refletem instantaneamente todas as informações disponíveis. Logo, a oscilação não deriva apenas da gestão da empresa, mas da psicologia coletiva dos investidores, indicando o que o mercado considera caro ou barato em determinado momento.

A eficácia dos padrões gráficos

O objetivo central de quem utiliza os gráficos é identificar tendências — seja de alta (acumulação), baixa (distribuição) ou lateralização — e operar a favor delas. É uma ferramenta essencialmente especulativa, ideal para operações de curto a médio prazo, como day trade ou swing trade. A ideia é aproveitar a irracionalidade momentânea do mercado.

Estudos acadêmicos corroboram a utilidade dessa abordagem. Uma pesquisa conduzida por Thomas N. Bulkowski ao longo de 14 anos, analisando mais de 500 ações americanas, apontou que a análise técnica previu corretamente entre 80% e 90% dos movimentos. Mesmo estimativas mais conservadoras apontam para uma efetividade próxima de 70%, o que valida o gráfico como um instrumento robusto de decisão.

O S&P 500 sob a ótica técnica atual

Aplicando esses conceitos ao cenário atual do mercado americano, observa-se um momento decisivo para o S&P 500 (SPY). O índice rompeu seu canal de tendência em novembro e a característica do rali mudou. Embora o mercado tenha subido lentamente na última semana, aproximando-se a 25 pontos de sua máxima histórica, a seleção de ações individuais tornou-se mais desafiadora à medida que a liderança de certos papéis diminui.

A leitura técnica sugere que o S&P 500 pode estar em um processo de formação de topo, embora isso possa levar vários meses para se concretizar. A estratégia desenhada para o momento envolve vender nas altas próximas aos 7.000 pontos, mantendo uma posição comprada central e adicionando apenas nas correções. O pico anterior de 6.920 deve ser superado ainda este mês, impulsionado pela expectativa do corte de juros e do tradicional “rali de Natal”.

Níveis críticos e projeções de Fibonacci

Olhando para os patamares de preço, o rali encontrou resistência no topo do canal. O pico de 6.921 está logo abaixo de um alvo maior em 6.958, que corresponde à extensão de 161% de Fibonacci da queda anterior. É provável que o índice enfrente dificuldades para sustentar um rompimento dessa área imediata. Passando desse ponto, um movimento medido semelhante aos ralis de 2020-2022 e 2022-2025 projetaria o índice para a casa dos 7.490 pontos.

Por outro lado, os suportes relevantes encontram-se nas mínimas de outubro e novembro, entre 6.521 e 6.550, seguidos pela alta de agosto em 6.508. O nível de 6.147 é crucial para a manutenção do bull market atual, pois marca o topo anterior. Além disso, sinais de exaustão, como a contagem DeMark, indicam que, embora não deva haver um sinal de exaustão mensal em 2024, janeiro ou fevereiro de 2025 podem trazer fraqueza.

Volume e comportamento semanal

A análise do perfil de volume mostra uma concentração clara em torno dos 6.000 pontos, sugerindo que uma distribuição normal formaria uma curva de sino ao redor desse nível. Considerando a mínima de 4.835, que está 1.165 pontos abaixo dessa zona de volume, uma projeção simétrica para cima levaria o topo do rali para cerca de 7.165. Embora não seja uma ciência exata, isso reforça outras técnicas que apontam para a formação de um topo na região dos 7.000.

No gráfico diário, nota-se que o avanço recente ocorreu de maneira diferente das semanas anteriores, com sessões menos vigorosas. Isso é compreensível dado o longo caminho percorrido em pouco tempo. Um recuo ou consolidação seria saudável antes de tentar romper a resistência de 6.920.

O impacto do Fed e a fragmentação do mercado

No cenário macroeconômico, um corte de 25 pontos-base pelo Federal Reserve na próxima quarta-feira é dado como certo e não deve atuar como um grande catalisador. A incerteza reside no tom do comunicado: suspeita-se de uma postura mais dura (hawkish), alertando sobre a inflação e a necessidade de aguardar mais dados. Isso configura um clássico cenário de “comprar no boato, vender no fato” no curto prazo.

A ação do mercado tem se mostrado fragmentada desde o rompimento do canal de tendência de longo prazo em novembro. Muitas ações de alto crescimento sofreram correções agudas e algumas bolhas especulativas parecem ter estourado. Como a próxima reunião do Fed ocorrerá apenas no final de janeiro, dados de emprego fracos ou aumento do desemprego até lá poderiam forçar novos cortes, gerando volatilidade nas próximas semanas.

Desempenho do Índice Small Cap (SMLL) na B3

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O Índice Small Cap (SMLL), que mede o desempenho das empresas de menor capitalização listadas na B3, apresentou uma queda de 0,91% no pregão mais recente. O indicador encerrou o dia em 1.846 pontos, abaixo do fechamento anterior de 1.863 pontos. Durante a sessão, a mínima registrada foi de 1.831 pontos, enquanto a máxima alcançou 1.864 pontos.

Desde o início de fevereiro, o SMLL acumula uma desvalorização de 1,36%. No entanto, no acumulado de 2025, o índice ainda registra uma alta de 4,65%. Nos últimos 12 meses, a queda é mais expressiva, com um recuo de 15,14%.

Critérios para composição do índice

O SMLL é formado por ações e units de empresas que possuem menor valor de mercado na B3. Para integrar o índice, os ativos precisam estar fora da lista dos 85% de maior capitalização da bolsa, mas ainda assim figurar entre os 99% mais negociados no mercado.

Além disso, há critérios rigorosos de liquidez. Para permanecer no SMLL, um ativo deve ter presença em pelo menos 95% dos pregões nos três portfólios anteriores do índice. Empresas classificadas como “penny stocks”, ou seja, aquelas cujas ações são negociadas abaixo de R$ 1, ficam automaticamente excluídas do índice.

Características do SMLL

O SMLL é um índice de retorno total, o que significa que ele não apenas acompanha a valorização dos ativos que o compõem, mas também reflete o impacto da distribuição de proventos feita pelas empresas emissoras. Dessa forma, ele busca fornecer um panorama mais amplo sobre o desempenho dos ativos de menor capitalização na B3.

Apesar das recentes oscilações, o índice continua sendo um importante termômetro para investidores que desejam acompanhar o comportamento das empresas de menor porte no mercado financeiro brasileiro.

O poder dos dobráveis: Samsung se aproxima da Apple no mercado americano

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Com o recente lançamento dos modelos Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7, a Samsung Electronics está diminuindo rapidamente a distância para a Apple em participação de mercado nos Estados Unidos. Analistas apontam que a Apple, sentindo a pressão da concorrência no mercado de celulares dobráveis, deve finalmente lançar seu primeiro modelo do gênero no próximo ano, acirrando a disputa por inovação no formato dos smartphones.

Samsung em ascensão no mercado americano

De acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Canalys, divulgados pela CNBC em 17 de agosto (horário local), a participação de mercado da Samsung nos EUA atingiu 31% no segundo trimestre. Este número representa um aumento significativo em comparação com os 23% registrados no mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, a Apple viu sua participação cair de 56% para 49% no mesmo período, mostrando um claro contraste no desempenho das duas gigantes da tecnologia.

A vantagem estratégica da Samsung

A CNBC analisa que, embora a estratégia em resposta às tarifas do governo Trump tenha influenciado inicialmente, a “vantagem comparativa” da Samsung nos formatos dobráveis (form factors) e sua diversificada linha de produtos foram os principais contribuintes para este crescimento. A Samsung oferece um portfólio que atende a todos os públicos, desde modelos de entrada até os de luxo. A Canalys destaca que a linha de produtos da empresa, incluindo as séries Galaxy e Z, abrange uma vasta gama de preços, de US$ 650 a US$ 2.400, permitindo que a marca atinja consumidores em todos os segmentos de mercado.

Um déjà vu de 2014

A CNBC aponta que a dinâmica atual pode ser uma repetição do que aconteceu em 2014. Naquela época, os consumidores começaram a preferir telas maiores para assistir a vídeos, e a Samsung respondeu rapidamente com smartphones de tela grande. A Apple, por outro lado, ignorou essa tendência até o modelo iPhone 5S. Finalmente, no outono de 2014, a Apple cedeu à mudança do mercado e lançou o iPhone 6, com uma tela maior. Embora tardia, a Apple conseguiu manter sua liderança de mercado na ocasião. Hoje, a tecnologia dos dobráveis, que antes gerava desconfiança por problemas de durabilidade, amadureceu e ganhou a confiança do consumidor, com o novo Galaxy Z Fold 7 recebendo elogios por ser mais fino e leve.

A esperada resposta da Apple com um iPhone dobrável

Dez anos depois do embate das telas grandes, com o mercado de smartphones dobráveis de ponta se consolidando, analistas preveem que a Apple adotará uma abordagem mais proativa. A expectativa é que a empresa apresente um iPhone mais fino no próximo mês e, no ano que vem, finalmente entre na briga dos dobráveis para conter o avanço da Samsung.

Samik Chatterjee, analista do JP Morgan Chase, afirmou em um relatório recente que o upgrade do iPhone 17, esperado para este outono, deve ser limitado, e que o foco dos investidores já está nos produtos de 2026. “É muito provável que a Apple revele seu primeiro produto dobrável em setembro do próximo ano, como parte da linha do iPhone 18”, projetou Chatterjee.

Em entrevista à CNBC, o analista explicou a estratégia da empresa: “A Apple tende a adotar tecnologias apenas quando julga que estão maduras e que os obstáculos foram superados. O iPhone dobrável provavelmente surgirá seguindo essa mesma lógica”.