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Minério de ferro registra forte queda na China após frustração com falta de novos estímulos

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Os preços dos contratos futuros de minério de ferro negociados na Bolsa de Dalian despencaram nesta quarta-feira, refletindo a decepção dos investidores diante da ausência de novas medidas fiscais do governo chinês, após a divulgação de um amplo pacote de estímulos. A falta de novidades esfriou o otimismo do mercado e resultou em um movimento de venda expressivo.

O contrato mais negociado, com vencimento em janeiro, encerrou o dia em queda de 3,6%, sendo cotado a 777,5 iuanes por tonelada (cerca de 110,12 dólares), depois de chegar a recuar mais de 4% no início do pregão. Já na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro para entrega em novembro teve leve alta de 0,2%, atingindo 105,2 dólares por tonelada.

Analistas do banco ANZ destacaram que os contratos futuros de metais sofreram pressão após Pequim optar por não anunciar medidas adicionais para impulsionar a economia do país. A expectativa do mercado era que uma coletiva de imprensa promovida pelo órgão responsável pelo planejamento econômico da China trouxesse informações detalhadas sobre incentivos fiscais solicitados pelo Politburo. No entanto, o governo apenas reforçou a intenção de incentivar os investimentos, sem apresentar novos estímulos concretos.

Segundo avaliação dos especialistas do Westpac, a queda dos preços foi influenciada por expectativas excessivamente altas em relação ao pacote de estímulos do governo chinês. O anúncio não atendeu ao que parte dos investidores esperava, levando ao recuo das cotações.

Na terça-feira, o governo da China afirmou estar “totalmente confiante” no cumprimento da meta de crescimento estabelecida para o ano, mas não anunciou políticas fiscais mais agressivas. Essa postura acabou frustrando agentes do mercado financeiro, que apostavam em medidas mais robustas de apoio para reaquecer a economia e estimular setores estratégicos, como a construção civil e a siderurgia.

O cenário indica que, apesar dos esforços já feitos para apoiar a atividade econômica, o governo chinês mantém cautela na adoção de novas ações, o que pode continuar influenciando o comportamento dos preços do minério de ferro e de outros metais no mercado internacional.

Meta passa a usar dados de usuários no treinamento de IA: veja como proteger suas informações

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A partir desta terça-feira, a Meta começa a treinar sua inteligência artificial generativa, a “Meta AI”, utilizando dados públicos de usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp. A mudança preocupa especialistas e defensores da privacidade, já que a empresa não solicita o consentimento direto dos usuários — é preciso manifestar oposição de forma ativa.

Segundo a Meta, as informações utilizadas incluem dados de perfil, postagens, fotos, vídeos, comentários e curtidas feitas em conteúdos públicos. De acordo com a empresa, mensagens privadas ou conteúdos compartilhados em grupos protegidos não estão incluídos nesse processo. No entanto, para a maioria dos usuários, isso significa que boa parte de suas interações nas redes sociais pode ser usada como material de treinamento para a IA, mesmo sem permissão explícita.

O especialista do portal CHIP, Michael Humpa, alerta: “Se você usa Facebook, Instagram ou WhatsApp, seus dados públicos poderão ser utilizados no treinamento da IA da Meta, a não ser que você se oponha formalmente.” E esse é justamente o ponto mais crítico: o formulário para se opor à prática está escondido em locais de difícil acesso nas plataformas da empresa, dificultando o processo de recusa.

Fundamento jurídico contestado

A Meta baseia-se no chamado “interesse legítimo” para justificar essa coleta de dados. Trata-se de uma base jurídica prevista no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia. Com isso, a empresa afirma não precisar de consentimento explícito do usuário — se a pessoa não se opõe, entende-se que ela aceita automaticamente.

A polêmica levou a organização de defesa do consumidor da Renânia do Norte-Vestfália (Verbraucherzentrale NRW) a entrar com uma ação judicial contra a Meta. Apesar da queixa, o tribunal de Colônia, em decisão liminar, não identificou violação da legislação europeia, o que permitiu à empresa seguir com seus planos.

Contudo, especialistas reforçam que usuários ainda podem agir. Ao acessar os canais corretos e preencher o formulário de oposição, é possível impedir o uso futuro de seus dados. Vale lembrar que, caso essa recusa seja feita após o dia 27 de maio, os dados compartilhados publicamente até essa data já poderão ter sido utilizados pela IA da Meta.

Do campo ao comando: a trajetória de Belmiro Gomes, o ex-boia-fria que transformou o Assaí em gigante do varejo

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A rotina de Belmiro Gomes, presidente do Assaí Atacadista, está cada vez mais intensa. Além das responsabilidades administrativas à frente de uma das maiores redes de atacarejo do Brasil, ele tem marcado presença nas inaugurações das novas unidades da marca — muitas delas resultado da conversão dos antigos hipermercados Extra adquiridos pelo grupo. Somente neste ano, 40 novas lojas serão abertas em diferentes regiões do país. Na última sexta-feira, antes das 9h da manhã, Belmiro já participava da cerimônia de abertura de uma unidade em Interlagos, na zona sul de São Paulo, com uma jornada que só terminou 12 horas depois.

“Quem vai a uma inauguração se lembra daquele momento sempre que passa em frente à loja. É preciso dar o exemplo”, afirma o executivo, que ocupa o cargo desde 2011, época em que o Assaí contava com menos de 40 lojas e presença modesta no território nacional.

Em pouco mais de uma década, o número de lojas quintuplicou, ultrapassando os 230 pontos de venda. Belmiro é conhecido por acompanhar de perto cada detalhe da operação, o que lhe rendeu o apelido de gestor “barriga no balcão”. Apesar das longas jornadas, garante que a saúde vai bem e que os fins de semana são, em sua maioria, dedicados à família. Pai de quatro filhos e dois enteados, o executivo recebeu recentemente a notícia de que será avô.

Um dos maiores méritos de Belmiro, segundo colegas e analistas do setor, é ter conduzido o crescimento do Assaí sem abandonar a essência do modelo atacadista: manter os custos operacionais baixos para oferecer preços acessíveis ao consumidor final. Ele reconhece que sua trajetória de vida o ajuda a entender a importância disso. “Sempre me fascinou a ideia de vender um produto 15% mais barato. Isso faz diferença para quem está do outro lado do balcão”, comenta.

Nascido em Santo André (SP), Belmiro se mudou ainda criança para Maringá (PR), após seu pai adoecer e a família buscar apoio no interior. Irmão do meio entre três filhos, ele começou a trabalhar muito cedo: vendeu sorvetes, engraxou sapatos e foi boia-fria. “Tive minha primeira carteira assinada aos 13 anos”, relembra.

Essa experiência precoce no mercado de trabalho foi o ponto de partida para uma carreira sólida no setor de alimentos. Aos 15 anos, começou na rede paranaense Musamar. Depois, passou 20 anos no Atacadão, chegando à empresa antes mesmo da aquisição pelo Carrefour em 2007. Hoje, aos 50 anos, Belmiro acumula 35 anos de experiência e testemunhou de perto a transformação do atacarejo no Brasil.

Ele lembra que, no início, o modelo era voltado majoritariamente para empresas e exigia cadastro com CNPJ. A estrutura era simples e pouco atrativa para o consumidor comum. “Era um formato espartano, e o calcanhar de Aquiles era a experiência de compra, que deixava a desejar”, recorda.

Essa realidade mudou. Atualmente, 93% dos itens encontrados nos antigos hipermercados já estão disponíveis no atacarejo. Um dos avanços mais relevantes foi a implantação de açougues nas lojas, algo muito solicitado pelos clientes. Algumas unidades, inclusive, passaram a contar com adegas para atender perfis específicos de consumidores.

Segundo Belmiro, compreender o perfil de consumo de cada bairro é essencial para definir o mix de produtos de cada loja. Esse olhar atento ao consumidor ajudou o Assaí a se consolidar como referência no setor.

O crescimento da empresa é notável também no mercado financeiro. De uma rede adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA) por R$ 400 milhões entre 2007 e 2009, o Assaí hoje está avaliado em R$ 27 bilhões na B3. Desde que se separou do GPA, passou a ter valor de mercado superior ao da empresa-mãe, que atualmente está avaliada em cerca de R$ 6 bilhões.

A história de Belmiro Gomes é um exemplo de superação e liderança com foco no cliente. De origem simples, ele conseguiu escalar as posições mais altas do varejo nacional mantendo os pés no chão e os olhos atentos à realidade dos brasileiros.

Mercados Globais em Alerta com Novas Tarifas dos EUA e Retaliações

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Os futuros do mercado de ações dos Estados Unidos operam em queda nesta terça-feira, após um forte recuo em Wall Street no dia anterior. As novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre produtos do Canadá, México e China entraram em vigor, levando a retaliações por parte desses países.

Os contratos futuros do índice Dow Jones caíram 163 pontos, ou 0,4%, enquanto os do S&P 500 recuaram 0,6%, mesma perda observada nos futuros do Nasdaq 100.

Esse movimento ocorre após uma forte desvalorização registrada na segunda-feira, quando o S&P 500 sofreu sua maior queda diária desde dezembro, despencando 1,8%. O índice Dow Jones perdeu quase 650 pontos, uma baixa de aproximadamente 1,5%, enquanto o Nasdaq Composite caiu 2,6%.

O recuo nos mercados foi impulsionado pela confirmação de Trump de que as tarifas de 25% sobre importações do Canadá e do México entrariam em vigor sem espaço para negociações. Além disso, o presidente impôs uma nova tarifa de 10% sobre produtos chineses, válida a partir da meia-noite.

A China respondeu com tarifas adicionais de até 15% sobre determinados produtos dos EUA. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, também anunciou uma taxação de 25% sobre mercadorias americanas.

No pré-mercado, ações de grandes montadoras sofreram impacto. Os papéis da General Motors e da Ford registraram quedas, acumulando perdas de 11% e 5% no ano, respectivamente, devido a preocupações com as tarifas. A rede de restaurantes Chipotle, que obtém cerca de metade de seus abacates do México, caiu 0,5% antes da abertura dos mercados.

O tombo de segunda-feira levou o S&P 500 ao território negativo em 2025, e analistas do mercado não esperam uma recuperação rápida. Scott Ladner, diretor de investimentos da Horizon Investments, afirmou que a situação não deve se reverter tão cedo.

“Não vemos o mercado se recuperando de forma acelerada”, disse Ladner à CNBC. “O sentimento está muito deteriorado, o que torna qualquer recuperação um processo difícil e demorado.”

Desempenho do Índice Small Cap (SMLL) na B3

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O Índice Small Cap (SMLL), que mede o desempenho das empresas de menor capitalização listadas na B3, apresentou uma queda de 0,91% no pregão mais recente. O indicador encerrou o dia em 1.846 pontos, abaixo do fechamento anterior de 1.863 pontos. Durante a sessão, a mínima registrada foi de 1.831 pontos, enquanto a máxima alcançou 1.864 pontos.

Desde o início de fevereiro, o SMLL acumula uma desvalorização de 1,36%. No entanto, no acumulado de 2025, o índice ainda registra uma alta de 4,65%. Nos últimos 12 meses, a queda é mais expressiva, com um recuo de 15,14%.

Critérios para composição do índice

O SMLL é formado por ações e units de empresas que possuem menor valor de mercado na B3. Para integrar o índice, os ativos precisam estar fora da lista dos 85% de maior capitalização da bolsa, mas ainda assim figurar entre os 99% mais negociados no mercado.

Além disso, há critérios rigorosos de liquidez. Para permanecer no SMLL, um ativo deve ter presença em pelo menos 95% dos pregões nos três portfólios anteriores do índice. Empresas classificadas como “penny stocks”, ou seja, aquelas cujas ações são negociadas abaixo de R$ 1, ficam automaticamente excluídas do índice.

Características do SMLL

O SMLL é um índice de retorno total, o que significa que ele não apenas acompanha a valorização dos ativos que o compõem, mas também reflete o impacto da distribuição de proventos feita pelas empresas emissoras. Dessa forma, ele busca fornecer um panorama mais amplo sobre o desempenho dos ativos de menor capitalização na B3.

Apesar das recentes oscilações, o índice continua sendo um importante termômetro para investidores que desejam acompanhar o comportamento das empresas de menor porte no mercado financeiro brasileiro.

EZ Tec: Uma Referência no Mercado Imobiliário Brasileiro

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A Ez Tec é uma renomada empresa brasileira do setor de incorporação e construção, reconhecida por sua trajetória sólida e atuação integrada. Desde sua fundação em 1979, a companhia se destacou no mercado com mais de 130 empreendimentos lançados, abrangendo projetos residenciais e comerciais.

Atualmente, a Ez Tec está listada no segmento Novo Mercado da B3, representando um compromisso com os mais altos padrões de governança corporativa. Suas ações ordinárias (EZTC3) também estão disponíveis no mercado fracionado, permitindo maior acessibilidade aos investidores.

História de Sucesso

A história da Ez Tec começou com sua fundação como EZTEC Engenharia Ltda. pelos sócios Ernesto Zarzur, Flávio Ernesto Zarzur e Silvio Ernesto Zarzur. Durante os primeiros 20 anos de operação, a empresa lançou 19 empreendimentos, consolidando sua posição no mercado imobiliário.

Em 2005, a empresa expandiu suas operações ao criar a imobiliária TEC Vendas, aprimorando sua capacidade de comercialização de imóveis. No ano seguinte, foi fundada a Ez Tec S.A., marco que simboliza o crescimento e a modernização da companhia.

Compromisso com a Sustentabilidade

A Ez Tec não apenas se preocupa em entregar empreendimentos de qualidade, mas também adota práticas que minimizam os impactos ambientais de suas atividades. A empresa implementou o Programa de Gestão de Resíduos, que abrange desde a análise das melhores alternativas para destinação final de resíduos até o transporte, inventário e controle rigoroso. Essa iniciativa reforça o compromisso da Ez Tec com a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente.

Presença no Mercado

Com décadas de experiência, a Ez Tec mantém sua relevância no mercado imobiliário brasileiro. Sua atuação estratégica e modelo de negócios integrado a posicionam como uma das principais empresas do setor, refletindo solidez, inovação e responsabilidade social.

A trajetória da Ez Tec é um exemplo de como aliar crescimento corporativo à sustentabilidade, construindo um legado que contribui para o desenvolvimento urbano do Brasil.

Marcopolo: Uma Trajetória de Sucesso na Indústria de Ônibus

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A Marcopolo S.A., uma das maiores fabricantes de ônibus e micro-ônibus do mundo, consolidou sua posição no mercado global ao longo de mais de sete décadas. Com um portfólio diversificado que inclui veículos para transporte urbano e rodoviário, além de modelos especiais como ônibus escolares e turísticos, a empresa é referência no setor automotivo.

Início Humilde e Primeiros Passos

Fundada em 6 de agosto de 1949 na cidade de Caxias do Sul (RS), a Marcopolo começou como Nicola & Cia. Ltda., reunindo oito sócios e quinze funcionários. Inicialmente, a produção era artesanal, com carrocerias de ônibus feitas de madeira. Apenas em 1952 foi lançada a primeira carroceria de aço, um marco importante na modernização da empresa.

Expansão e Primeiros Mercados Externos

A década de 1960 foi fundamental para a expansão da Marcopolo. Em 1961, a empresa realizou sua primeira exportação para o Uruguai. Sete anos depois, em 1968, foi lançado o primeiro modelo com a marca Marcopolo, nome que se tornaria oficial em 1971. Nesse mesmo ano, a companhia assinou seu primeiro contrato internacional de transferência de tecnologia com a Ensamblaje Superior C.A., da Venezuela, para fornecimento de carrocerias em CKD (Completely Knocked Down).

Inovação e Desenvolvimento

Durante os anos 1980, a Marcopolo diversificou ainda mais seu portfólio, consolidando-se como uma líder no mercado de ônibus. Em 1988, a empresa criou a Fundação Marcopolo, voltada para iniciativas sociais e educacionais. Em 1991, inaugurou uma escola de formação profissional para capacitar novos talentos.

Outro marco importante foi a criação do primeiro ônibus brasileiro de dois andares em 1995, reforçando seu compromisso com inovação e excelência no transporte coletivo.

Internacionalização e Novos Negócios

Em 2005, foi fundado o Banco Moneo S.A., uma instituição financeira criada para facilitar o financiamento de produtos Marcopolo. No ano seguinte, a empresa deu um passo estratégico ao formar uma joint-venture com a Tata Motors, da Índia, fortalecendo ainda mais sua presença global.

Hoje, a Marcopolo opera fábricas nos cinco continentes e seus veículos estão presentes em mais de 100 países. Esse alcance global reflete seu compromisso contínuo com qualidade, inovação e atendimento às necessidades de mobilidade.

Presença no Mercado Financeiro

A Marcopolo está listada na bolsa de valores B3, com ações ordinárias (POMO3) e preferenciais (POMO4), além de sua presença no mercado fracionado (POMO3F e POMO4F), consolidando sua relevância no mercado financeiro brasileiro e internacional.

A história da Marcopolo é uma trajetória marcada por pioneirismo, inovação e uma visão estratégica voltada para o futuro. Com uma trajetória de mais de sete décadas, a empresa continua sendo um ícone na indústria automotiva, contribuindo para a mobilidade e o desenvolvimento econômico em escala global.

Quanto Rende R$ 1 Milhão com Selic a 10,75% ao Ano em Investimentos a 100% do CDI?

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Com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central prevista para a próxima quarta-feira (18), o mercado aguarda com expectativa uma nova decisão sobre a taxa de juros Selic. A aposta predominante é de um aumento, com uma possível elevação de 0,25 ponto percentual, que elevaria a taxa dos atuais 10,50% para 10,75% ao ano.

Caso essa alta seja confirmada, investimentos em renda fixa, que já atraem muitos investidores, se tornarão ainda mais vantajosos. Aplicações como o Tesouro Selic, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), todos indexados ao CDI, devem oferecer rentabilidades mais atrativas.

Quanto Rende R$ 1 Milhão em LCI e LCA a 85% do CDI com Selic a 10,75%

As LCI e LCA possuem uma vantagem fiscal por serem isentas de Imposto de Renda. Para que essas aplicações ofereçam um rendimento competitivo com um CDB a 100% do CDI, elas precisam remunerar aproximadamente 85% do CDI.

Considerando uma LCI ou LCA com essa taxa de retorno e com a Selic a 10,75% ao ano, o investimento de R$ 1 milhão pode atingir um valor líquido de R$ 1.188.427 ao final de dois anos.

Quanto Rende R$ 1 Milhão no Tesouro Selic com Selic a 10,75%

O Tesouro Selic, que é atrelado à taxa básica de juros, também se apresenta como uma opção segura para quem busca rendimento competitivo. No entanto, ele tende a ter um retorno ligeiramente inferior ao de investimentos em renda fixa que pagam 100% do CDI.

Em um cenário de Selic a 10,75% ao ano, um investimento de R$ 1 milhão no Tesouro Selic poderia alcançar R$ 1.185.900 após dois anos, ficando atrás apenas da poupança em termos de retorno.

Quanto Rende R$ 1 Milhão na Poupança com Selic a 10,75%

Com a Selic acima de 8,5% ao ano, como é o caso atual, a rentabilidade da poupança é fixada em 0,5% ao mês, o que representa uma taxa anual de aproximadamente 6,17%, além da variação da Taxa Referencial (TR).

Dessa forma, ao final de dois anos, um investimento de R$ 1 milhão na poupança renderia cerca de R$ 1.143.854, ficando consideravelmente abaixo das outras opções de renda fixa.

Com a perspectiva de aumento da Selic, os investidores que buscam segurança e rentabilidade devem considerar opções como o Tesouro Selic e CDBs indexados ao CDI, que prometem uma performance superior à poupança e são opções interessantes para a preservação do patrimônio

CSN Mineração: Perspectivas de Crescimento e Desafios Atuais

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A CSN Mineração, atualmente a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil, possui uma impressionante reserva de aproximadamente 3 bilhões de toneladas, conforme os critérios do Joint Ore Reserves Committee. Esta posição de destaque no setor reforça a importância estratégica da empresa para o mercado de mineração brasileiro e mundial.

Controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a CSN Mineração administra duas importantes minas: Namisa e Casa de Pedra. A última é conhecida pela alta qualidade do minério de ferro extraído, considerado um dos melhores na região produtora. Essa qualidade é um fator chave que impulsiona a competitividade da empresa no cenário internacional.

Antes de sua oferta pública inicial (IPO), a CSN detinha quase 90% de participação na CSN Mineração. O restante estava nas mãos de um consórcio asiático. Durante o IPO, além da própria CSN, dois sócios asiáticos – a Posco e a Japão Brasil Minério de Ferro Participações (JBMF) – também venderam parte de suas participações, mas mantiveram-se como acionistas da companhia. Após a conclusão do IPO, a CSN passou a deter cerca de 77% da sua unidade de mineração.

A venda de parte dessa unidade foi uma medida estratégica para angariar recursos, com o objetivo principal de reduzir o endividamento da companhia, que já era significativo. A captação desses recursos, além de ajudar a equilibrar as finanças, visa também possibilitar a execução de diversos projetos de crescimento.

Entre os projetos em destaque estão o Itabirito P15 e os Projetos de Recuperação de Rejeitos das Barragens Pires e Casa de Pedra. Esses empreendimentos têm grande importância para o futuro da empresa, tanto em termos de sustentabilidade quanto em expansão de capacidade produtiva.

A projeção da CSN Mineração é ambiciosa. A empresa pretende aumentar sua capacidade de produção para 103 milhões de toneladas de minério de ferro por ano até 2033. Para alcançar esse objetivo, estima-se um investimento total de R$22,7 bilhões. Atualmente, a produção anual da companhia gira em torno de 33 milhões de toneladas, o que indica a magnitude do crescimento planejado.

Esse aumento considerável na produção não só fortalecerá a posição da CSN Mineração no mercado global, mas também poderá proporcionar novos patamares de rentabilidade e competitividade. Contudo, os desafios financeiros e operacionais que acompanham esse nível de investimento são significativos, exigindo um planejamento cuidadoso e uma execução precisa para garantir que a empresa alcance suas metas sem comprometer sua saúde financeira.

Em um setor caracterizado por volatilidade nos preços das commodities e incertezas regulatórias, a capacidade de adaptação e inovação será crucial para que a CSN Mineração continue a prosperar e liderar o mercado nos próximos anos.

Perspectivas para o Futuro

O futuro da CSN Mineração parece promissor, especialmente com as projeções de crescimento e os projetos em andamento. A execução bem-sucedida dessas iniciativas colocará a empresa em uma posição ainda mais dominante no mercado global de mineração, consolidando sua relevância econômica e estratégica para o Brasil e seus parceiros internacionais.

Entretanto, a gestão eficiente do endividamento e a implementação dos projetos de forma sustentável serão fatores determinantes para o sucesso a longo prazo. Com uma sólida base de recursos e um planejamento ambicioso, a CSN Mineração tem potencial para continuar crescendo e se destacando no cenário internacional, desde que consiga navegar pelos desafios que o setor impõe.

Essa trajetória de expansão e consolidação da empresa reforça sua importância no setor de mineração, além de contribuir significativamente para a economia brasileira como um todo.

Fusão da Paramount é o Mais Novo Troféu para o Negociador da RedBird, Cardinale

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O acordo de David Ellison para adquirir a Paramount Global deve muito às habilidades de negociação do investidor Gerry Cardinale, seu parceiro no negócio.

O ex-banqueiro do Goldman Sachs Group Inc. ajudou a liderar as negociações entre a Skydance Media de Ellison, o conselho da Paramount e seus acionistas majoritários, a família Redstone, resultando no anúncio da fusão no domingo. Ellison, um produtor de cinema de 41 anos, está prestes a assumir o controle do gigante da mídia que possui a rede de TV CBS e o estúdio de cinema Paramount Pictures.

Não foi fácil. As negociações se estenderam por meses. Para fechar um acordo, Ellison, Cardinale e o pai de Ellison, Larry Ellison, cofundador da Oracle Corp., aumentaram a quantia de dinheiro que estavam dispostos a investir no negócio em vários bilhões de dólares. No final, eles venceram outros licitantes, incluindo a Apollo Global Management Inc. Embora os termos tenham mudado ao longo das negociações, a estrutura básica permaneceu a mesma, disse Cardinale, de 56 anos, em uma entrevista na segunda-feira.

A RedBird Capital Partners, empresa de Cardinale, será o segundo maior investidor na nova Paramount após os Ellisons, fornecendo US$ 1,8 bilhão dos mais de US$ 8 bilhões em dinheiro que o grupo está contribuindo. É o maior investimento da RedBird até hoje.

Em uma entrevista separada, Ellison disse que Cardinale e Andy Gordon, outro ex-aluno do Goldman que trabalha na RedBird, foram “absolutamente essenciais neste acordo.” A RedBird investiu pela primeira vez na Skydance há quatro anos. Desde então, negócios como a divisão de esportes da Skydance e uma parceria para produzir filmes e programas de TV para a NFL surgiram como resultado.

“Eles têm sido parceiros notáveis desde o primeiro dia”, disse Ellison.

As sementes da ascensão de Cardinale ao topo das fusões e aquisições de mídia foram plantadas em 2001 com seu primeiro grande negócio de TV no Goldman. Então com 33 anos, o banqueiro ajudou a criar a rede regional de esportes Yes com os proprietários dos Yankees e dos New Jersey Nets, colocando os jogos dos dois times em um único canal de TV a cabo.

O Goldman acabou investindo US$ 335 milhões por uma participação de 40% na rede. O negócio foi vendido para a News Corp. de Rupert Murdoch em 2013 por cerca de US$ 4 bilhões.

“Esse modelo não mudou”, disse Cardinale ao podcast The Deal da Bloomberg no início deste ano. “Se você começar com uma grande propriedade intelectual, será capaz de navegar pela ciclicidade e volatilidade” causadas pelas mudanças na tecnologia, disse ele.

A RedBird fez parte de um grupo, incluindo a Amazon.com. Inc., que comprou a rede Yes em 2019, com planos de reposicioná-la para a era do streaming e, nas palavras de Cardinale, “ser um líder em um novo modelo.”

Vinte Anos
Cardinale passou 20 anos no Goldman, onde finalmente liderou o grupo de private equity do banco de investimentos, desenvolvendo uma especialidade em trabalhar com proprietários de empresas familiares e empreendedores.

Ele fundou a RedBird há 10 anos. A empresa administra US$ 10 bilhões em investimentos e já realizou uma série de negócios. Em 2021, a empresa investiu no Fenway Sports Group, proprietário do Boston Red Sox, com uma avaliação de US$ 7,35 bilhões. Meses depois, o Fenway adquiriu o controle do Pittsburgh Penguins.

A RedBird comprou o time de futebol AC Milan em 2022 por US$ 1,2 bilhão. No ano seguinte, o clube reportou seu primeiro lucro em 17 anos.

A RedBird IMI, uma joint venture com a International Media Investments de Abu Dhabi, adquiriu a produtora independente de filmes e TV All3Media Ltd. no início deste ano por US$ 1,47 bilhão.

Ao longo do caminho, a RedBird se tornou um lar para executivos de mídia que saíram de negócios maiores. O ex-CEO da CNN, Jeff Zucker, que deixou o gigante das notícias a cabo após revelar um caso com um funcionário, agora lidera a RedBird IMI. A aquisição planejada da empresa do Telegraph do Reino Unido