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Adobe Shares Rise Following AI-Driven Revenue Forecast Boost

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A Adobe, criadora do Photoshop, elevou sua previsão de receita para o ano fiscal de 2024 nesta quinta-feira, à medida que mais empresas e consumidores adotam suas ferramentas de edição impulsionadas por inteligência artificial em meio a sinais de recuperação econômica.

As ações da empresa sediada em San Jose, Califórnia, subiram cerca de 15% nas negociações pré-mercado na sexta-feira.

A empresa agora espera uma receita entre US$ 21,40 bilhões e US$ 21,50 bilhões, em comparação com sua previsão anterior de entre US$ 21,30 bilhões e US$ 21,50 bilhões. Em média, os analistas esperavam US$ 21,46 bilhões, de acordo com dados da LSEG.

A perspectiva da Adobe reflete que seus esforços em IA estão dando frutos, à medida que os clientes aumentam os gastos com seus produtos de software, como Premiere Pro, Animate e After Effects, usados por profissionais criativos em diversas áreas.

Em abril, a empresa anunciou planos para incorporar uma ferramenta de IA para gerar imagens em seu popular software Photoshop, em meio à crescente concorrência de empresas como OpenAI, Stability AI e Midjourney.

A Adobe também elevou sua previsão de lucro ajustado por ação para o ano inteiro para uma faixa de US$ 18 a US$ 18,20 por ação, em comparação com a faixa anterior de US$ 17,60 a US$ 18 por ação.

“É evidente que os negócios da Adobe estão prosperando apesar da concorrência da IA que está afetando seus pares. Acreditamos que isso deixa a Adobe como a empresa de software de grande capitalização melhor posicionada”, disse Gil Luria, analista de pesquisa da D.A. Davidson.

A empresa reportou uma receita de US$ 5,31 bilhões no segundo trimestre, superando as estimativas de US$ 5,29 bilhões.

A receita de mídia digital da empresa foi de US$ 3,91 bilhões, acima das estimativas de US$ 3,89 bilhões.

A Adobe desenvolveu sua própria ferramenta de geração de imagens por IA chamada Firefly, que é treinada em dados que possui os direitos, em um momento de crescente preocupação com a privacidade de dados e direitos autorais em relação ao conteúdo criado por IA.

Em base ajustada, a empresa teve um lucro de US$ 4,48 por ação no trimestre, em comparação com as estimativas de US$ 4,39 por ação.

Yum Brands e Nvidia se unem para impulsionar pedidos via IA

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A Yum Brands, empresa responsável por redes como Taco Bell, KFC e Pizza Hut, firmou uma parceria estratégica com a gigante da tecnologia Nvidia para acelerar a implementação de inteligência artificial (IA) nos pedidos de drive-thru.

Por que isso é importante?

A automação por IA já está transformando o setor de fast food, com diversas redes testando soluções que agilizam pedidos e melhoram a experiência dos clientes.

O que aconteceu?

A Yum Brands, que opera mais de 61 mil restaurantes no mundo, anunciou na terça-feira uma “colaboração inédita na indústria” com a Nvidia.

Essa é a primeira parceria da Nvidia com uma rede de restaurantes no setor de IA. A tecnologia desenvolvida ajudará a expandir e aprimorar o sistema Byte by Yum, já utilizado pela empresa para otimizar operações.

O impacto da IA no setor

A introdução da inteligência artificial pode tornar o drive-thru mais eficiente, reduzindo custos e aumentando as vendas ao melhorar a rapidez no atendimento.

Andrew Sun, diretor global de desenvolvimento de negócios para varejo, bens de consumo e alimentação rápida da Nvidia, destacou que essa colaboração visa impulsionar a inovação no setor ao enfrentar desafios tecnológicos complexos.

Testes já em andamento

Joe Park, diretor de tecnologia e digital da Yum Brands, afirmou que a empresa já começou a testar soluções de IA em algumas unidades do Taco Bell e Pizza Hut.

Segundo Park, o objetivo é expandir essas inovações para cerca de 500 restaurantes da rede, incluindo o Habit Burger & Grill, ao longo do segundo trimestre do ano.

Uma das principais apostas da empresa é a automação por voz nos pedidos de drive-thru e nos call centers da Pizza Hut. Além disso, a tecnologia será usada para monitorar a fila de carros, ajudando os funcionários a otimizar o atendimento.

“Se o restaurante souber que há quatro ou cinco carros na fila, poderá sugerir itens de preparo mais rápido para acelerar o atendimento”, explicou Park.

Uso estratégico da IA

Além de agilizar pedidos, a Yum Brands pretende utilizar inteligência artificial para melhorar a precisão dos pedidos e gerar análises detalhadas sobre o desempenho dos restaurantes.

E os desafios?

Embora a IA tenha grande potencial no setor de fast food, algumas redes já enfrentaram dificuldades com essa tecnologia.

A McDonald’s, por exemplo, encerrou no ano passado um projeto piloto de pedidos automatizados por voz em drive-thrus devido a erros que viralizaram nas redes sociais.

Apesar dos problemas, a empresa declarou que enxerga um “tremendo potencial” na tecnologia desenvolvida em parceria com a IBM e mantém a confiança de que os pedidos automatizados por voz farão parte do futuro de seus restaurantes.

Usina Solar Mendubim da Equinor Inicia Produção no Brasil

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A Equinor da Noruega, EQNR.OL, anunciou na sexta-feira que sua usina solar de 531 megawatts (MW) Mendubim, no Brasil, iniciou a produção de energia, aumentando em 30% a produção de energia renovável da companhia no país sul-americano.

Mendubim produzirá anualmente 1.2 terawatt-horas (TWh) de eletricidade, e cerca de 60% disso será vendido em um acordo de compra de energia com a Alunorte da Norsk Hydro NHY.OL, uma das maiores refinarias de alumina do mundo.

A produção restante será vendida no mercado de energia do Brasil, informou a Equinor.

O projeto Mendubim é desenvolvido e operado como uma joint venture entre a Equinor, a Scatec SCATC.OL e a unidade de energia renovável da Norsk Hydro, a Hydro Rein.

Os três parceiros têm um interesse econômico igual de 30% no projeto, enquanto a Alunorte detém os 10% restantes.

Esta inauguração marca um significativo avanço no compromisso da Equinor com o desenvolvimento sustentável e a diversificação energética no Brasil. A entrada em operação de Mendubim não só consolida a posição da Equinor como líder em energia renovável na América do Sul, mas também contribui para o atendimento da crescente demanda por energia limpa na região.

Além do mais, a usina Mendubim se destaca como um modelo para futuros projetos de energia renovável no Brasil, evidenciando a viabilidade e a importância estratégica de investimentos nesse setor. Com o Brasil buscando aumentar sua capacidade de geração de energia renovável, a contribuição de Mendubim reforça a posição do país como um dos principais mercados globais para o desenvolvimento de energia limpa.

A parceria entre empresas multinacionais e locais nesse empreendimento sublinha a importância da colaboração internacional no avanço das metas de sustentabilidade e no combate às mudanças climáticas. Através de esforços conjuntos, a Mendubim não só fornece uma fonte crucial de energia renovável, mas também promove o desenvolvimento econômico local, criação de empregos e redução das emissões de carbono.

À medida que o mundo se volta cada vez mais para fontes de energia sustentáveis, projetos como Mendubim destacam-se como exemplos de como a inovação e a cooperação podem resultar em soluções energéticas eficientes e ambientalmente responsáveis. Este é apenas um passo na jornada da Equinor e de seus parceiros rumo a um futuro mais verde e sustentável, tanto no Brasil quanto globalmente.

AgResource reduz previsão para a safra total de milho 2024/2025 no Brasil

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A AgResource anunciou nesta segunda-feira uma ligeira redução em sua estimativa para a safra total de milho do Brasil em 2024/2025, citando atrasos na colheita de soja como fator que impacta o potencial da segunda safra de milho, a mais importante para o país.

A segunda safra de milho, conhecida como “safrinha”, é plantada após a colheita da soja nos mesmos campos e corresponde a cerca de 70% a 75% da produção total de milho no Brasil. No entanto, atrasos no ciclo da soja podem reduzir a janela ideal de plantio para essa safra crucial.

De acordo com a AgResource, a estimativa para a produção total de milho no Brasil foi ajustada para 122,39 milhões de toneladas, uma redução em relação à previsão anterior de 123,56 milhões de toneladas.

Colheita de soja atrasada em todo o país

Dados da consultoria AgRural indicam que os produtores brasileiros colheram apenas 0,3% da área plantada com soja até o momento, muito abaixo dos 2,3% registrados no mesmo período do ano passado. Chuvas recentes têm atrapalhado a colheita em várias regiões do centro do Brasil. Em Mato Grosso, estado líder na produção agrícola, a colheita de soja avança no ritmo mais lento dos últimos sete anos, segundo a AgRural.

Revisão positiva para a safra de soja

Embora os atrasos estejam afetando a colheita de soja, a AgResource aumentou ligeiramente sua estimativa para a safra de soja do Brasil, passando de 170,04 milhões de toneladas para 172,07 milhões de toneladas.

A empresa também alertou para o retorno do risco de La Niña, que pode impactar negativamente a qualidade das lavouras de soja, especialmente nas áreas colhidas tardiamente ou replantadas. No entanto, o avanço das chuvas nas regiões centro-norte do Brasil pode ajudar a compensar perdas em alguns estados e áreas específicas.

Cenário climático exige atenção dos produtores

O clima permanece um fator-chave para o desempenho das safras no Brasil. As chuvas irregulares e os possíveis efeitos do La Niña colocam os agricultores em alerta, enquanto os mercados aguardam os próximos movimentos para reavaliar as projeções para o setor agrícola do país.

Com os ajustes nas previsões, o cenário agrícola brasileiro continua dinâmico e depende das condições climáticas para consolidar os resultados esperados para a safra 2024/2025.

Apple começa a montar o iPhone 15 de 6.1 polegadas no Brasil iPhone 15 agora montado no Brasil

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Conforme observado pelo blog brasileiro MacMagazine, a Apple parece estar enviando unidades do iPhone 15 montadas no Brasil. A empresa não confirmou a notícia e não há evidência explícita disso no site da Apple. No entanto, a loja online da Apple no Brasil dá aos clientes uma dica de qual modelo eles estão adquirindo.

Ao verificar a URL da página de finalização da compra para o iPhone 15, os clientes agora notarão o número de peça terminando com “BR/A”, que é usado para identificar produtos da Apple montados no Brasil. A maioria dos produtos é identificada com “BE/A” ou “BZ/A” para indicar que foram importados para serem vendidos no país.

Curiosamente, a Apple mais uma vez optou por montar apenas o modelo de iPhone de 6.1 polegadas no Brasil. O iPhone 15 Plus e ambos os modelos Pro vendidos no país ainda são importados da China. Isso pode ser devido ao modelo de entrada provavelmente ser o mais popular no Brasil, dada a alta dos preços do iPhone no país sul-americano.

O Brasil impõe altos impostos sobre produtos importados. Por esse motivo, algumas empresas investem em montar seus produtos no Brasil, pois isso concede uma redução nos impostos para vender esses produtos. O iPhone 15 de 128GB foi lançado por R$7.299 (cerca de $1.460) no Brasil, mas agora pode ser encontrado por até R$5.399 (aproximadamente $1.080) em certas lojas de varejo.

Apple diversificando sua cadeia de montagem
Embora montar iPhones no Brasil beneficie os clientes brasileiros, isso também beneficia a Apple – e não apenas pela oportunidade de vender mais iPhones. Ter instalações de montagem em outras regiões permite que a Apple dependa menos da China e pode ajudar a empresa a evitar escassez de suprimentos no mercado local.

Além do Brasil, a Apple também tem investido em suas instalações de montagem na Índia e no Vietnã. No ano passado, os clientes indianos puderam comprar modelos do iPhone 15 montados na Índia no primeiro dia de vendas.

Qual o Potencial de Valorização das Ações da Nvidia?

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No início de junho do ano passado, escrevi um artigo com um título idêntico para tentar descobrir quanto potencial de valorização as ações da Nvidia (NASDAQ: NVDA) poderiam oferecer. Tenho que admitir que minha previsão estava bem longe da realidade.

As ações da Nvidia subiram 196% desde que aquele artigo foi publicado, mais do que triplicando em valor. Minha estimativa era de que essa ação de semicondutores de alto desempenho poderia quase dobrar de valor em um período de três anos, mas superou essas expectativas por uma enorme margem.

Vamos ver por que isso aconteceu e verificar quanto potencial de valorização essa fabricante de chips de alto desempenho pode oferecer após os ganhos extraordinários registrados no último ano.

O Crescimento da Nvidia Superou as Expectativas de Wall Street

Há um ano, os analistas esperavam que a Nvidia entregasse US$ 42,9 bilhões em receita e US$ 7,68 por ação em lucros para o ano fiscal de 2024. Em vez disso, a empresa encerrou o ano fiscal com lucros ajustados de US$ 12,96 por ação em uma receita de US$ 60,9 bilhões. Também é importante notar que os analistas previam que a Nvidia entregaria uma receita de US$ 50,6 bilhões para o ano fiscal de 2025 e US$ 62,7 bilhões em 2026.

No entanto, como o gráfico a seguir indica, as expectativas dos analistas para a Nvidia simplesmente dispararam no último ano.

Isso não é surpreendente, pois a fabricante de chips tem apresentado um crescimento melhor do que o esperado trimestre após trimestre, graças à enorme demanda por seus chips de inteligência artificial (IA). Por exemplo, no primeiro trimestre do ano fiscal de 2025 (que terminou em 28 de abril), a receita da Nvidia aumentou 262% ano a ano, atingindo US$ 26 bilhões, e os lucros aumentaram 461%, alcançando US$ 6,12 por ação.

Esse forte crescimento levou os analistas a elevar ainda mais suas expectativas de crescimento para a empresa, como refletido no gráfico anterior. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, diz que esse crescimento impressionante veio para ficar, pois “empresas e países estão se associando à Nvidia para transformar os data centers tradicionais de trilhões de dólares em computação acelerada e construir um novo tipo de data center — fábricas de IA — para produzir uma nova commodity: a inteligência artificial”.

Nvidia Lidera a Revolução da IA

Os investidores devem notar que a Nvidia desempenha um papel pioneiro na proliferação da IA com suas ofertas de hardware e software. A empresa controlava massivos 94% do mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs) de IA no ano passado e está enfrentando pouca concorrência nesse espaço, apesar dos esforços de seus rivais. Com o mercado global de GPUs previsto para apresentar um crescimento anual de 31% até 2032 e gerar US$ 594 bilhões em receita anual no final do período de previsão, há espaço para a Nvidia continuar crescendo em um ritmo robusto a longo prazo.

Além disso, a Nvidia possui outros catalisadores além do mercado de data centers de IA. Ela é a principal fornecedora de GPUs usadas em computadores pessoais (PCs), com uma participação de mercado estimada em 88%. Isso coloca a empresa em uma posição sólida para registrar um crescimento incremental saudável no futuro, graças à oportunidade lucrativa presente no mercado geral de GPUs.

Crescimento Saudável dos Lucros Indica Mais Potencial de Valorização

Os investidores já viram como a receita da Nvidia está projetada para crescer nos próximos três anos fiscais. A boa notícia é que o crescimento da receita também se refletirá nos lucros. Os analistas esperam que os lucros da empresa aumentem a uma taxa anual de 43% nos próximos cinco anos. Com base nos lucros fiscais de 2024 de US$ 1,21 por ação, os lucros da Nvidia poderiam subir para US$ 7,24 por ação após cinco anos.

Multiplicando os lucros projetados após cinco anos pelo múltiplo de lucros futuros do Nasdaq-100 de 29 (usando o índice como proxy para ações de tecnologia), isso aponta para um preço das ações de US$ 210. Isso representaria um aumento de 78% em relação aos níveis atuais.

No entanto, com a oportunidade de mercado de trilhões de dólares em que a empresa está posicionada e o ritmo acelerado em que seus mercados finais, como chips de IA, estão crescendo, não seria surpreendente ver essa ação de tecnologia entregando ganhos mais fortes nos próximos cinco anos e superando a meta de preço de US$ 200 nas estimativas mais otimistas.

Vale a Pena Investir US$ 1.000 na Nvidia Agora?

Antes de comprar ações da Nvidia, considere o seguinte:

A equipe de analistas do Motley Fool Stock Advisor acabou de identificar o que eles acreditam serem as 10 melhores ações para os investidores comprarem agora… e a Nvidia não estava entre elas. As 10 ações que fizeram parte da lista podem gerar retornos extraordinários nos próximos anos.

Considere quando a Nvidia fez parte dessa lista em 15 de abril de 2005… se você tivesse investido US$ 1.000 na época da nossa recomendação, teria hoje US$ 774.526!

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Cemig se valoriza na Bolsa com alta de mais de 6% e acumula ganhos expressivos em 2025

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As ações da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais S.A.), negociadas sob o código CMIG3, encerraram o pregão com valorização de 6,81%, cotadas a R$ 16,93. O papel variou entre a mínima de R$ 15,80 e a máxima de R$ 16,99 no dia, movimentando mais de R$ 19 milhões em volume financeiro. Desde o início do mês, os papéis da companhia já acumulam alta de 16,05% e, em 2025, a valorização é de 22,21%. Nos últimos 12 meses, o avanço já chega a 48,31%.

A Cemig é uma das maiores empresas do setor energético brasileiro e possui estrutura de capital misto, sendo controlada majoritariamente pelo governo de Minas Gerais, que detém aproximadamente 51% das ações ordinárias da companhia (CMIG4). A empresa conta com capacidade instalada superior a 6 mil megawatts (MW), quase 5 mil quilômetros de linhas de transmissão e presença operacional em 22 estados brasileiros, atendendo a mais de 17 milhões de pessoas.

Com atuação diversificada nas áreas de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, além de soluções energéticas e distribuição de gás natural, a Cemig também tem expressiva participação no mercado internacional. Suas ações são negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri, atraindo o interesse de mais de 150 mil investidores localizados em quase 40 países.

Nos últimos anos, a companhia vem passando por um processo de reestruturação. Em 2019, anunciou um lucro líquido de R$ 2,1 bilhões no primeiro semestre — o maior já registrado pela empresa nesse período — e intensificou seus investimentos em diversas frentes do setor energético.

Apesar dos bons resultados, a Cemig integra a lista de estatais previstas para privatização pelo governo de Minas Gerais, como parte de uma estratégia para reduzir o déficit fiscal do Estado. A possível venda do controle da companhia ainda gera debates entre investidores, governo e sociedade, sobretudo em função da importância estratégica da empresa para a economia mineira e nacional.

O desempenho recente dos papéis da Cemig reflete tanto a confiança do mercado em sua gestão quanto a expectativa em torno da reestruturação e eventuais desdobramentos relacionados à privatização.

Airbnb proíbe o uso de câmeras de segurança internas em todas as suas propriedades

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Airbnb anunciou que está proibindo o uso de câmeras de segurança internas em todas as suas propriedades ao redor do mundo, independentemente de seu propósito ou localização.

Em um esforço para simplificar sua política sobre câmeras de segurança e outros dispositivos, os anfitriões não poderão mais utilizar câmeras em qualquer área da casa, a partir de 30 de abril, conforme informado pela empresa em uma atualização de política na segunda-feira.

Qualquer violação da política revisada será investigada, e o anúncio ou titular da conta poderá ser removido da plataforma, de acordo com a empresa de compartilhamento de casas.

Anteriormente, os anfitriões podiam usar câmeras de segurança internas em áreas comuns da propriedade, como corredores e salas de estar, desde que fosse divulgado na página do anúncio antes da reserva.

No entanto, câmeras eram proibidas em locais como banheiros e quartos.

“A atualização desta política simplifica nossa abordagem e deixa claro que câmeras de segurança não são permitidas dentro das propriedades, independentemente de sua localização, propósito ou divulgação prévia”, disse o Airbnb.

Juniper Downs, chefe de política comunitária e parcerias do Airbnb, afirmou que a atualização oferece “maior clareza sobre o que esperar no Airbnb” e é baseada em conversas que a empresa teve com hóspedes, anfitriões e especialistas em privacidade.

O Airbnb disse que a maioria de suas propriedades não possui câmera de segurança, portanto, essa atualização “deve impactar apenas um subsetor menor de anúncios na plataforma”.

Os anfitriões ainda poderão usar dispositivos como câmeras de campainha e monitores de decibéis de ruído, para que possam “monitorar a segurança de sua casa e prevenir problemas como festas não autorizadas”.

No entanto, eles são obrigados a divulgar que sua propriedade possui câmeras externas e onde estão localizadas antes que os hóspedes reservem.

Esses dispositivos também não podem monitorar espaços internos ou áreas externas onde “há uma maior expectativa de privacidade, como um chuveiro ao ar livre fechado ou sauna”, disse a empresa.

Os anfitriões também devem divulgar se possuem monitores de decibéis de ruído, que avaliam apenas os níveis de decibéis e não gravam ou transmitem sons ou conversas.

Esses dispositivos só são permitidos em espaços comuns das propriedades, de acordo com a empresa.

Elon Musk se encontra com o segundo maior oficial da China em Pequim

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O CEO da Tesla, Elon Musk, encontrou-se com o segundo oficial mais importante da China, em uma visita não anunciada a Pequim.

A reunião de Musk com o Premier chinês Li Qiang ocorreu enquanto montadoras chinesas promoviam seus mais recentes veículos elétricos no Salão do Automóvel de Pequim, que acontece de 25 de abril a 5 de maio.

Durante o encontro no domingo, Li expressou a Musk sua esperança de que os Estados Unidos se envolvam com a China em uma cooperação “ganha-ganha”, citando as operações da Tesla na China como um exemplo de sucesso dessa colaboração, segundo a mídia estatal chinesa.

“O vasto mercado da China estará sempre aberto a empresas com financiamento estrangeiro”, afirmou Li.

“China manterá sua palavra e continuará trabalhando arduamente para expandir o acesso ao mercado e fortalecer as garantias de serviço”, completou.

Musk, por sua vez, postou em X que se sentia “honrado” por encontrar-se com o segundo maior oficial do país.

“Nos conhecemos há muitos anos, desde os primeiros dias em Xangai”, disse Musk.

A visita de Musk não foi anunciada previamente e não está claro se sua agenda poderia incluir uma visita ao Salão do Automóvel de Pequim, onde as montadoras chinesas estão apresentando veículos elétricos que competem diretamente com os modelos da Tesla.

A viagem do bilionário ocorre pouco mais de uma semana depois de ele ter cancelado uma visita agendada à Índia para encontrar-se com o Primeiro Ministro Narendra Modi devido a “obrigações muito pesadas com a Tesla”.

A Tesla opera sua maior planta de fabricação fora dos EUA em Xangai, onde cerca de metade de seus veículos são produzidos.

O fabricante de carros elétricos tem enfrentado vendas lentas, em parte devido à forte concorrência de marcas chinesas.

As entregas de veículos da Tesla caíram 8,5% no primeiro trimestre, contribuindo para uma queda de 40% no preço de suas ações desde julho.

A empresa reportou na semana passada lucros de $1.1 bilhão no primeiro trimestre, uma queda em relação aos $2.51 bilhões do ano anterior.

No início deste mês, Musk informou aos funcionários em um memorando que a empresa demitiria mais de 10% de sua força de trabalho global para que pudesse ser “enxuta, inovadora e ávida pela próxima fase de crescimento”.

O gigante automotivo chinês BYD destronou a Tesla como a maior fabricante de veículos elétricos do mundo nos últimos três meses de 2023, embora a empresa com sede em Austin, Texas, tenha recuperado o título no primeiro trimestre deste ano.

Musk fez várias viagens à China nos últimos anos, concluindo sua visita mais recente em junho do ano passado.

O que são os REITs e como funcionam os fundos imobiliários nos EUA

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Os REITs (Real Estate Investment Trusts) são uma modalidade de investimento no setor imobiliário dos Estados Unidos, semelhante aos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) do Brasil. No entanto, existem diferenças estruturais entre esses modelos.

Criados na década de 1960, os REITs são empresas que possuem, administram ou financiam empreendimentos imobiliários. Ao contrário dos FIIs brasileiros, que são fundos, os REITs funcionam como companhias com diretoria e conselho administrativo, podendo emitir ações na bolsa e captar recursos através de empréstimos.

Características dos REITs

Nos Estados Unidos, os REITs se consolidaram como um dos principais veículos de investimento no setor imobiliário. De acordo com a Nareit, associação do setor, aproximadamente 150 milhões de norte-americanos investem diretamente ou indiretamente nesses ativos, representando cerca de 45% dos lares do país.

O mercado de REITs nos EUA é amplo e diversificado, abrangendo segmentos como edifícios comerciais, hospitais, shopping centers, galpões logísticos, data centers e florestas para extração de madeira. Ao todo, esses ativos somam cerca de US$ 4,5 trilhões em propriedades, sendo que os REITs públicos representam US$ 3 trilhões desse montante. Entre eles, há os listados em bolsa, que possuem uma capitalização superior a US$ 1,4 trilhão, e os não listados, que operam de forma privada.

Como funciona o investimento em REITs?

O funcionamento dos REITs é similar ao de uma empresa que distribui dividendos aos seus acionistas. Os investidores compram ações dessas companhias e recebem uma parcela dos lucros obtidos com os aluguéis ou a valorização dos imóveis. Isso torna os REITs uma opção atrativa para quem busca renda passiva recorrente.

Os REITs estão presentes em índices de mercado, como o S&P 500, que inclui algumas das maiores companhias do mundo. Como são investimentos de renda variável, os preços das ações podem oscilar, mas os dividendos frequentes ajudam a mitigar perdas eventuais.

Uma das vantagens desse modelo é que os REITs têm a obrigação de distribuir a maior parte de seus lucros aos acionistas, o que garante uma fonte regular de pagamentos aos investidores.

Diferenças entre REITs e FIIs brasileiros

Embora os FIIs brasileiros e os REITs tenham semelhanças, como o foco em investimentos imobiliários e a distribuição de rendimentos, há diferenças significativas entre os dois.

Nos Estados Unidos, os REITs atuam como empresas e seguem a legislação de companhias abertas, podendo realizar emissões de novas ações e captar recursos no mercado. No Brasil, os FIIs funcionam como fundos e possuem restrições quanto ao endividamento e gestão dos ativos.

Outra diferença importante é o tamanho do mercado. O setor imobiliário nos EUA é um dos mais desenvolvidos do mundo, e os REITs possuem um volume de investimentos muito maior que os FIIs. Além disso, o mercado norte-americano é mais diversificado, incluindo ativos como hospitais e data centers, enquanto no Brasil os FIIs estão mais concentrados em escritórios, shopping centers e galpões logísticos.

O crescimento dos FIIs no Brasil

No Brasil, os Fundos de Investimento Imobiliário surgiram em 1993 com a Lei 8.668, mas só começaram a ganhar popularidade duas décadas depois. O primeiro FII voltado para investidores pessoa física foi criado em 1999, e o crescimento acelerado veio a partir de 2019, impulsionado pela queda da taxa de juros, que incentivou os investidores a buscarem alternativas fora da renda fixa.

A possibilidade de receber rendimentos mensais atraiu muitos investidores para os FIIs, tornando o setor mais acessível. No entanto, assim como os REITs, os FIIs também são impactados por variações macroeconômicas, como oscilações nos juros e na inflação.