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Tesla Lança App de Robotáxi, Detalha Futuro com Robôs e Enfrenta Volatilidade no Mercado

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A Tesla dá um passo ousado em direção ao futuro com o lançamento do seu aplicativo de robotáxi, ao mesmo tempo que enfrenta a volatilidade do mercado de ações e detalha um plano diretor cada vez mais focado em robótica e inteligência artificial. A empresa de Elon Musk, conhecida por sua inovação disruptiva, navega agora entre a concretização de promessas antigas e a aposta em um futuro de “abundância sustentável”.

Lançamento do Aplicativo Robotáxi e Primeiras Impressões

A espera terminou para os entusiastas da tecnologia: a Tesla finalmente lançou seu aplicativo de robotáxi, abrindo a lista de espera para o público geral. Em uma postagem na rede social X, a empresa anunciou: “O aplicativo Robotáxi já está disponível para todos. Baixe para entrar na lista de espera — o acesso será expandido em breve”. Uma versão para Android foi prometida para o futuro.

Ao baixar o aplicativo, os usuários são apresentados aos termos de serviço, que esclarecem um ponto crucial: as corridas são consideradas “conduzidas de forma autônoma” quando não há um motorista de segurança no banco do condutor. Após aceitar os termos, o usuário pode se inscrever na lista de espera. Relatos iniciais indicam que o tempo de espera pode variar, com alguns usuários, como um repórter do Business Insider, obtendo acesso ao serviço em cerca de três horas.

A interface do aplicativo é minimalista, exibindo mapas que mostram a disponibilidade do serviço nas cidades de Austin e São Francisco, onde os testes foram iniciados em junho e julho, respectivamente. O serviço representa um passo tangível para a visão de longa data de Musk, que em janeiro afirmou esperar que a Tesla tenha veículos com direção autônoma total e não supervisionada na maioria dos países até o final do próximo ano, ressaltando que o principal obstáculo seria a “questão regulatória”.

O Novo Plano Diretor: Abundância Sustentável, IA e Robôs

O lançamento do serviço de robotáxi se encaixa na segunda parte do “Plano Diretor” de Musk, que previa a transformação de cada Tesla em um táxi autônomo capaz de gerar renda para seu proprietário. No entanto, a empresa já olha para um horizonte ainda mais distante com seu quarto Plano Diretor, revelado recentemente.

Diferente dos planos anteriores, focados em veículos elétricos e autonomia, o novo plano muda o foco para a robótica e a inteligência artificial, com a palavra-chave “abundância sustentável”. O texto divulgado pela Tesla afirma: “Estamos combinando nossas capacidades de fabricação com nossa proeza autônoma para entregar novos produtos e serviços que acelerarão a prosperidade global e o florescimento humano”.

O plano menciona especificamente o robô humanoide da empresa, Optimus, como uma ferramenta para realizar tarefas monótonas e perigosas. No entanto, o documento oferece poucos detalhes tangíveis sobre como essa visão será alcançada, gerando ceticismo. O Optimus ainda não está disponível publicamente e seu nível de autonomia, com base nas demonstrações, permanece questionável. Para Musk, no entanto, o projeto é central, chegando a prever que até 80% do valor futuro da Tesla virá do “Optimus”.

Desempenho no Mercado e Sentimento dos Investidores

Enquanto a Tesla delineia seu futuro, o mercado de ações responde com sua característica volatilidade. No pregão de 4 de setembro de 2025, as ações da Tesla (TSLA) registraram um ganho intradiário de +1,19%, uma notícia positiva para os investidores no curto prazo. No entanto, o quadro geral é misto.

Apesar da alta do dia, nos últimos três meses, os acionistas enfrentaram uma queda de -4,79%. Olhando para períodos distintos, a performance recente mostra uma desvalorização de -3,17% na última semana, contrastando com um ganho de +10,01% no último mês. Desde o início do ano, a ação acumula uma perda significativa de -26,40%, embora tenha uma valorização impressionante de +53,07% no acumulado de um ano.

Fóruns de investidores, como o alemão wallstreetONLINE, refletem essa divisão. As discussões apontam para o comportamento paradoxal da ação, que por vezes sobe mesmo com notícias negativas. Questões legais e números de vendas abaixo do esperado em mercados como Índia e Alemanha são vistos como riscos para a avaliação da empresa, com muitos investidores suspeitando que a ação esteja supervalorizada.

Desafios Futuros: Da Robótica à Dependência de Baterias

A visão de Musk para a Tesla está claramente ancorada no robô Optimus, mas a transição de fabricante de veículos elétricos para uma gigante de IA e robótica não está isenta de desafios. Além das incertezas tecnológicas sobre a viabilidade e o custo do Optimus, a empresa enfrenta obstáculos estratégicos significativos.

Um relatório recente da consultoria Deloitte acende um alerta para a indústria automotiva europeia, mas que reverbera globalmente. Segundo o estudo, a crescente dependência de baterias para veículos elétricos fabricadas na China ameaça tanto a soberania tecnológica quanto a segurança do fornecimento para as montadoras. Em 2024, a China foi responsável por cerca de 70% da produção global de baterias, o que representa um risco geopolítico e de cadeia de suprimentos para empresas como a Tesla, que dependem desses componentes vitais.

Para investidores, a questão sobre comprar ações da Tesla permanece complexa. A decisão depende de uma análise multifatorial que vai além dos ganhos diários, considerando a visão de longo prazo da empresa, os riscos de execução de seus projetos ambiciosos e os desafios macroeconômicos e geopolíticos que podem impactar sua trajetória.

O poder dos dobráveis: Samsung se aproxima da Apple no mercado americano

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Com o recente lançamento dos modelos Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7, a Samsung Electronics está diminuindo rapidamente a distância para a Apple em participação de mercado nos Estados Unidos. Analistas apontam que a Apple, sentindo a pressão da concorrência no mercado de celulares dobráveis, deve finalmente lançar seu primeiro modelo do gênero no próximo ano, acirrando a disputa por inovação no formato dos smartphones.

Samsung em ascensão no mercado americano

De acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Canalys, divulgados pela CNBC em 17 de agosto (horário local), a participação de mercado da Samsung nos EUA atingiu 31% no segundo trimestre. Este número representa um aumento significativo em comparação com os 23% registrados no mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, a Apple viu sua participação cair de 56% para 49% no mesmo período, mostrando um claro contraste no desempenho das duas gigantes da tecnologia.

A vantagem estratégica da Samsung

A CNBC analisa que, embora a estratégia em resposta às tarifas do governo Trump tenha influenciado inicialmente, a “vantagem comparativa” da Samsung nos formatos dobráveis (form factors) e sua diversificada linha de produtos foram os principais contribuintes para este crescimento. A Samsung oferece um portfólio que atende a todos os públicos, desde modelos de entrada até os de luxo. A Canalys destaca que a linha de produtos da empresa, incluindo as séries Galaxy e Z, abrange uma vasta gama de preços, de US$ 650 a US$ 2.400, permitindo que a marca atinja consumidores em todos os segmentos de mercado.

Um déjà vu de 2014

A CNBC aponta que a dinâmica atual pode ser uma repetição do que aconteceu em 2014. Naquela época, os consumidores começaram a preferir telas maiores para assistir a vídeos, e a Samsung respondeu rapidamente com smartphones de tela grande. A Apple, por outro lado, ignorou essa tendência até o modelo iPhone 5S. Finalmente, no outono de 2014, a Apple cedeu à mudança do mercado e lançou o iPhone 6, com uma tela maior. Embora tardia, a Apple conseguiu manter sua liderança de mercado na ocasião. Hoje, a tecnologia dos dobráveis, que antes gerava desconfiança por problemas de durabilidade, amadureceu e ganhou a confiança do consumidor, com o novo Galaxy Z Fold 7 recebendo elogios por ser mais fino e leve.

A esperada resposta da Apple com um iPhone dobrável

Dez anos depois do embate das telas grandes, com o mercado de smartphones dobráveis de ponta se consolidando, analistas preveem que a Apple adotará uma abordagem mais proativa. A expectativa é que a empresa apresente um iPhone mais fino no próximo mês e, no ano que vem, finalmente entre na briga dos dobráveis para conter o avanço da Samsung.

Samik Chatterjee, analista do JP Morgan Chase, afirmou em um relatório recente que o upgrade do iPhone 17, esperado para este outono, deve ser limitado, e que o foco dos investidores já está nos produtos de 2026. “É muito provável que a Apple revele seu primeiro produto dobrável em setembro do próximo ano, como parte da linha do iPhone 18”, projetou Chatterjee.

Em entrevista à CNBC, o analista explicou a estratégia da empresa: “A Apple tende a adotar tecnologias apenas quando julga que estão maduras e que os obstáculos foram superados. O iPhone dobrável provavelmente surgirá seguindo essa mesma lógica”.

Queda no Lucro da General Motors Devido a Tarifas Bilionárias

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Impacto das Tarifas nos Resultados

A General Motors se tornou a segunda montadora, depois da Stellantis nesta semana, a revelar o impacto significativo das políticas comerciais implementadas pelo presidente Donald Trump no setor automotivo. A divulgação dos resultados do segundo trimestre expôs os desafios financeiros enfrentados pela empresa diante das tarifas impostas aos veículos e componentes importados.

Resultados Acima das Expectativas e Estratégia para Reduzir Exposição

Apesar das adversidades, a GM divulgou resultados superiores às previsões do mercado, além de reafirmar sua projeção financeira para o ano. Na terça-feira, a CEO Mary Barra enviou uma carta aos acionistas ressaltando o desempenho operacional sólido da companhia e destacou que a empresa está se preparando para um futuro sustentável, mesmo diante das novas regras de comércio e impostos, bem como das rápidas transformações tecnológicas. Segundo Barra, a GM tem buscado formas de “reduzir drasticamente” a exposição às tarifas.

Custos Diretos e Ações de Mitigação

O diretor financeiro Paul Jacobson detalhou, em entrevista à CNBC, que as tarifas afetaram o balanço do segundo trimestre em US$ 1,1 bilhão, valor já previsto nas estimativas da empresa para o ano. Em maio, a GM ajustou sua previsão anual, considerando um impacto potencial entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões decorrente das tarifas sobre automóveis. Essa estimativa foi mantida na divulgação mais recente dos resultados.

A empresa explicou que, nos meses anteriores, sua orientação já considerava ajustes feitos pelo governo, como o ressarcimento às montadoras por algumas peças nacionais e a redução do efeito cumulativo das tarifas no setor.

Iniciativas para Reduzir Custos e Perspectivas para o Segundo Semestre

Para minimizar os impactos, a GM informou que está avançando de maneira consistente para compensar pelo menos 30% do aumento de custos causado pelas tarifas, adotando ajustes na produção, iniciativas de redução de despesas e práticas de precificação. A companhia também alertou que o segundo semestre tende a ser mais sensível às tarifas, já que terá dois trimestres sob as medidas do governo Trump, enquanto o primeiro semestre sofreu o efeito em apenas um trimestre.

Previsão Financeira Mantida

Apesar dos desafios, a General Motors manteve a previsão de lucro operacional anual (antes de juros e impostos) entre US$ 10 bilhões e US$ 12,5 bilhões, mostrando confiança na capacidade da empresa de administrar o cenário adverso e manter sua trajetória de crescimento sustentável.

Minério de ferro registra forte queda na China após frustração com falta de novos estímulos

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Os preços dos contratos futuros de minério de ferro negociados na Bolsa de Dalian despencaram nesta quarta-feira, refletindo a decepção dos investidores diante da ausência de novas medidas fiscais do governo chinês, após a divulgação de um amplo pacote de estímulos. A falta de novidades esfriou o otimismo do mercado e resultou em um movimento de venda expressivo.

O contrato mais negociado, com vencimento em janeiro, encerrou o dia em queda de 3,6%, sendo cotado a 777,5 iuanes por tonelada (cerca de 110,12 dólares), depois de chegar a recuar mais de 4% no início do pregão. Já na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro para entrega em novembro teve leve alta de 0,2%, atingindo 105,2 dólares por tonelada.

Analistas do banco ANZ destacaram que os contratos futuros de metais sofreram pressão após Pequim optar por não anunciar medidas adicionais para impulsionar a economia do país. A expectativa do mercado era que uma coletiva de imprensa promovida pelo órgão responsável pelo planejamento econômico da China trouxesse informações detalhadas sobre incentivos fiscais solicitados pelo Politburo. No entanto, o governo apenas reforçou a intenção de incentivar os investimentos, sem apresentar novos estímulos concretos.

Segundo avaliação dos especialistas do Westpac, a queda dos preços foi influenciada por expectativas excessivamente altas em relação ao pacote de estímulos do governo chinês. O anúncio não atendeu ao que parte dos investidores esperava, levando ao recuo das cotações.

Na terça-feira, o governo da China afirmou estar “totalmente confiante” no cumprimento da meta de crescimento estabelecida para o ano, mas não anunciou políticas fiscais mais agressivas. Essa postura acabou frustrando agentes do mercado financeiro, que apostavam em medidas mais robustas de apoio para reaquecer a economia e estimular setores estratégicos, como a construção civil e a siderurgia.

O cenário indica que, apesar dos esforços já feitos para apoiar a atividade econômica, o governo chinês mantém cautela na adoção de novas ações, o que pode continuar influenciando o comportamento dos preços do minério de ferro e de outros metais no mercado internacional.

Microsoft anuncia nova rodada de demissões e reorganiza sua divisão Xbox

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Nova onda de cortes atinge 9 mil funcionários

A Microsoft iniciou, nesta semana, mais uma rodada significativa de demissões, a quarta em apenas 18 meses. Segundo informações divulgadas pela empresa, cerca de 9 mil funcionários foram dispensados, em uma tentativa de reposicionar a companhia e suas equipes diante de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.

Essas demissões, que afetam equipes de diferentes níveis e setores em várias partes do mundo, representam aproximadamente 4% da força de trabalho global da Microsoft. Embora costume realizar mudanças estruturais no encerramento de seu ano fiscal, desta vez o anúncio foi feito logo no segundo dia do mês de julho.

Impacto profundo na divisão Xbox

Informações adicionais divulgadas desde o anúncio inicial apontam para consequências significativas dentro da divisão Xbox. O CEO da área, Phil Spencer, afirmou aos funcionários que os cortes foram uma medida necessária para garantir o “sucesso duradouro” da empresa. No entanto, as consequências para estúdios e projetos específicos foram severas.

Um dos casos mais marcantes é o do estúdio Rare, cuja aventura de fantasia Everwild, anunciada em 2019, teria sido cancelada. A decisão teria levado à saída de Gregg Mayles, veterano da empresa com 35 anos de atuação. Outro projeto afetado foi o reboot de Perfect Dark, revelado em 2020, cuja produção teria sido interrompida. O estúdio responsável, The Initiative, teria sido encerrado, assim como a parceria com a Crystal Dynamics, que auxiliava no desenvolvimento do jogo desde 2022.

Demissões em massa em outros estúdios

Além da divisão de jogos, outros setores também foram profundamente impactados. Um projeto de MMO da ZeniMax, ainda não anunciado, teria sido cancelado. No estúdio King, responsável por Candy Crush, cerca de 200 funcionários teriam sido dispensados. O estúdio Turn 10, criador de Forza Motorsport, também sofreu cortes, com relatos de que quase metade da equipe foi desligada.

A extensão total da reestruturação e suas consequências ainda não estão completamente claras, uma vez que a Microsoft tem repassado apenas informações limitadas à imprensa. A empresa, no entanto, negou rumores recentes sobre a possível aposentadoria de Phil Spencer, afirmando que o executivo continuará à frente da divisão Xbox “por tempo indeterminado”.

Motivações e contexto da reestruturação

Embora a Microsoft não tenha revelado publicamente os motivos exatos para as demissões, especula-se que o avanço dos assistentes de codificação baseados em inteligência artificial esteja entre as causas. Essa é atualmente uma das áreas de crescimento mais rápido dentro da tecnologia, e mudanças internas nas equipes da Microsoft sugerem uma reestruturação voltada à automação e eficiência por meio da IA.

Em janeiro, a Microsoft já havia anunciado cortes baseados em desempenho, atingindo cerca de 1% do quadro. Em maio, foram mais de 6 mil demissões, seguidas por outras 300 em junho. Os cortes atuais representam o segundo maior desligamento em massa da história da empresa, atrás apenas dos 18 mil postos eliminados em 2014.

Foco em inteligência artificial e eficiência

A gigante da tecnologia segue investindo fortemente em pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial. Ao lado de empresas como o Google, a Microsoft está liderando a corrida pelo domínio da IA. Com a crescente adoção de assistentes de codificação, os cargos de desenvolvedor estão sendo redefinidos, e muitos desses profissionais devem ser afetados diretamente pela reestruturação.

Enquanto isso, concorrentes como a Meta intensificam sua busca por talentos em IA, com investimentos bilionários para atrair os melhores pesquisadores do setor. A tendência entre as grandes empresas de tecnologia é clara: priorizar inovação, mesmo que isso signifique reavaliar recursos humanos e cortar custos operacionais.

Ações em alta, apesar do impacto humano

Apesar do impacto negativo das demissões, as ações da Microsoft acumulam alta de 16% no ano e impressionantes 150% nos últimos cinco anos. Mesmo com queda no pré-mercado da quarta-feira, a empresa mantém um desempenho robusto, mostrando que seu foco estratégico em IA e reestruturação pode estar sendo bem recebido pelos investidores — ainda que o custo humano dessas decisões continue sendo tema de amplo debate.

Google lança IA generativa no Brasil, mas confiabilidade ainda gera questionamentos

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O Google anunciou a chegada oficial de sua inteligência artificial generativa ao Brasil. A partir desta semana, usuários brasileiros já podem acessar o Bard, chatbot desenvolvido pela empresa, que agora está disponível em português e em mais de 40 idiomas. A ferramenta, que havia sido lançada nos Estados Unidos há cerca de três meses, chega ao país ainda em fase experimental.

O Bard é a resposta do Google à crescente demanda por sistemas de geração automática de conteúdo, um mercado que já conta com a forte presença da Microsoft, por meio do ChatGPT. Diferente do buscador tradicional, o Bard funciona em uma aba separada, servindo como apoio às pesquisas online, oferecendo respostas contextualizadas e criativas.

Entre os diferenciais da plataforma estão a possibilidade de manter o histórico de conversas e a integração com o aplicativo Google Lens, que permite o reconhecimento de imagens. Isso significa que o usuário pode fazer upload de uma foto e solicitar que o Bard gere um texto com base na imagem. “Seja para entender melhor uma imagem ou encontrar inspiração para descrevê-la — como um bilhete de agradecimento por um presente — agora é possível carregar imagens com comandos para que o Bard analise o conteúdo e ajude na criação”, explicou Bruno Possas, vice-presidente global de engenharia para busca. Inicialmente, essa função está disponível apenas em inglês, mas deve ser expandida para outros idiomas.

A proposta do Bard é auxiliar os usuários em tarefas como redação de textos criativos, resumos de conteúdos, sugestões de ideias e ganho de produtividade. No entanto, ainda não está definido como a empresa pretende rentabilizar a ferramenta. De acordo com Claudia Tozetto, gerente de comunicação do Google Brasil, neste momento o foco está na coleta de feedbacks e na melhoria contínua da experiência. “A monetização não é a nossa prioridade agora. Queremos entender como as pessoas interagem com a IA e aprimorar o serviço com base nisso”, afirmou.

Precisão nas respostas ainda levanta dúvidas

Apesar dos avanços, a confiabilidade das respostas geradas pela IA segue sendo um dos maiores desafios. A própria estreia do Bard foi marcada por um erro embaraçoso: em sua primeira apresentação pública, o chatbot deu uma resposta incorreta sobre telescópios espaciais, o que resultou em queda das ações da empresa na bolsa.

Questionado recentemente sobre a precisão das informações fornecidas pela plataforma, o Google preferiu não comentar. A ausência de uma posição clara alimenta preocupações sobre a capacidade da IA de evitar equívocos.

Outro ponto sensível está relacionado aos vieses e preconceitos que podem estar embutidos nas respostas, reflexo direto do conteúdo presente na internet — base de dados da inteligência artificial. O Google afirma estar investindo em processos de revisão humana para minimizar esses problemas, mas reconhece que, por se tratar de uma versão experimental, ainda é possível que estereótipos sejam reproduzidos.

“O trabalho de revisão feito por pessoas ao longo do tempo é essencial para identificar e corrigir esses padrões. É um processo complexo e contínuo, parecido com o que já fazemos para melhorar os resultados na busca”, disse Possas.

A empresa reforça que a colaboração dos usuários será essencial nesse processo. Para isso, foi disponibilizado um canal onde qualquer pessoa pode relatar falhas ou sugestões de melhoria com relação ao conteúdo gerado pela ferramenta. O objetivo é que essa troca contribua para tornar o Bard uma ferramenta mais precisa, útil e ética no futuro.

Meta passa a usar dados de usuários no treinamento de IA: veja como proteger suas informações

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A partir desta terça-feira, a Meta começa a treinar sua inteligência artificial generativa, a “Meta AI”, utilizando dados públicos de usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp. A mudança preocupa especialistas e defensores da privacidade, já que a empresa não solicita o consentimento direto dos usuários — é preciso manifestar oposição de forma ativa.

Segundo a Meta, as informações utilizadas incluem dados de perfil, postagens, fotos, vídeos, comentários e curtidas feitas em conteúdos públicos. De acordo com a empresa, mensagens privadas ou conteúdos compartilhados em grupos protegidos não estão incluídos nesse processo. No entanto, para a maioria dos usuários, isso significa que boa parte de suas interações nas redes sociais pode ser usada como material de treinamento para a IA, mesmo sem permissão explícita.

O especialista do portal CHIP, Michael Humpa, alerta: “Se você usa Facebook, Instagram ou WhatsApp, seus dados públicos poderão ser utilizados no treinamento da IA da Meta, a não ser que você se oponha formalmente.” E esse é justamente o ponto mais crítico: o formulário para se opor à prática está escondido em locais de difícil acesso nas plataformas da empresa, dificultando o processo de recusa.

Fundamento jurídico contestado

A Meta baseia-se no chamado “interesse legítimo” para justificar essa coleta de dados. Trata-se de uma base jurídica prevista no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia. Com isso, a empresa afirma não precisar de consentimento explícito do usuário — se a pessoa não se opõe, entende-se que ela aceita automaticamente.

A polêmica levou a organização de defesa do consumidor da Renânia do Norte-Vestfália (Verbraucherzentrale NRW) a entrar com uma ação judicial contra a Meta. Apesar da queixa, o tribunal de Colônia, em decisão liminar, não identificou violação da legislação europeia, o que permitiu à empresa seguir com seus planos.

Contudo, especialistas reforçam que usuários ainda podem agir. Ao acessar os canais corretos e preencher o formulário de oposição, é possível impedir o uso futuro de seus dados. Vale lembrar que, caso essa recusa seja feita após o dia 27 de maio, os dados compartilhados publicamente até essa data já poderão ter sido utilizados pela IA da Meta.

Cemig se valoriza na Bolsa com alta de mais de 6% e acumula ganhos expressivos em 2025

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As ações da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais S.A.), negociadas sob o código CMIG3, encerraram o pregão com valorização de 6,81%, cotadas a R$ 16,93. O papel variou entre a mínima de R$ 15,80 e a máxima de R$ 16,99 no dia, movimentando mais de R$ 19 milhões em volume financeiro. Desde o início do mês, os papéis da companhia já acumulam alta de 16,05% e, em 2025, a valorização é de 22,21%. Nos últimos 12 meses, o avanço já chega a 48,31%.

A Cemig é uma das maiores empresas do setor energético brasileiro e possui estrutura de capital misto, sendo controlada majoritariamente pelo governo de Minas Gerais, que detém aproximadamente 51% das ações ordinárias da companhia (CMIG4). A empresa conta com capacidade instalada superior a 6 mil megawatts (MW), quase 5 mil quilômetros de linhas de transmissão e presença operacional em 22 estados brasileiros, atendendo a mais de 17 milhões de pessoas.

Com atuação diversificada nas áreas de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, além de soluções energéticas e distribuição de gás natural, a Cemig também tem expressiva participação no mercado internacional. Suas ações são negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri, atraindo o interesse de mais de 150 mil investidores localizados em quase 40 países.

Nos últimos anos, a companhia vem passando por um processo de reestruturação. Em 2019, anunciou um lucro líquido de R$ 2,1 bilhões no primeiro semestre — o maior já registrado pela empresa nesse período — e intensificou seus investimentos em diversas frentes do setor energético.

Apesar dos bons resultados, a Cemig integra a lista de estatais previstas para privatização pelo governo de Minas Gerais, como parte de uma estratégia para reduzir o déficit fiscal do Estado. A possível venda do controle da companhia ainda gera debates entre investidores, governo e sociedade, sobretudo em função da importância estratégica da empresa para a economia mineira e nacional.

O desempenho recente dos papéis da Cemig reflete tanto a confiança do mercado em sua gestão quanto a expectativa em torno da reestruturação e eventuais desdobramentos relacionados à privatização.

Wall Street recua após sequência histórica de altas; Fed e resultados corporativos ganham os holofotes

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Os futuros das principais bolsas dos Estados Unidos abriram em leve queda na noite de domingo, indicando uma possível correção após a impressionante sequência de ganhos do S&P 500, que registrou sua mais longa série de altas em mais de duas décadas.

Os contratos futuros do S&P 500 recuaram 0,7%, enquanto os futuros do Dow Jones caíram 0,6%. Já os ligados ao índice Nasdaq também apresentaram retração de 0,6%, sugerindo um início de semana cauteloso para os mercados.

O otimismo recente no mercado foi impulsionado principalmente por sinais de que Estados Unidos e China estariam se aproximando de uma retomada nas negociações comerciais. Autoridades chinesas demonstraram interesse em reabrir o diálogo com Washington sobre tarifas, embora nenhum acordo pareça próximo no momento. O presidente Donald Trump afirmou no domingo que busca um “acordo justo” com a China, mas evitou dar detalhes sobre o que isso representaria.

Com o foco agora voltado para a política monetária, os investidores acompanham o início da reunião de dois dias do Federal Reserve, que começa nesta terça-feira. A expectativa predominante é de que o Fed mantenha inalteradas as taxas de juros, apesar das recentes pressões exercidas por Trump sobre o presidente da instituição, Jerome Powell.

Além disso, dados econômicos importantes entram no radar do mercado nesta semana. O relatório de pedidos de auxílio-desemprego, que será divulgado na quinta-feira, e os números da atividade industrial previstos para esta segunda-feira, devem oferecer pistas cruciais sobre o desempenho da economia americana.

No cenário corporativo, a temporada de resultados segue em ritmo acelerado. Relatórios aguardados de empresas de peso como Ford, Palantir, Disney e AMD devem movimentar o mercado ao longo da semana, podendo influenciar diretamente o humor dos investidores.

Enquanto isso, no setor de commodities, os preços do petróleo mantêm a tendência de queda após a decisão da aliança OPEP+ de ampliar a produção. O petróleo bruto nos EUA recuou cerca de 4%, sendo negociado pouco acima dos US$ 56 por barril — o menor patamar desde 2021. No acumulado do ano, o preço do petróleo já caiu mais de 20%, refletindo preocupações com uma possível recessão alimentadas pelas tarifas impostas por Trump.

O início da semana promete ser decisivo para o mercado financeiro, que observa com atenção os desdobramentos das negociações comerciais, os próximos passos do Federal Reserve e os resultados trimestrais das grandes empresas.

Do campo ao comando: a trajetória de Belmiro Gomes, o ex-boia-fria que transformou o Assaí em gigante do varejo

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A rotina de Belmiro Gomes, presidente do Assaí Atacadista, está cada vez mais intensa. Além das responsabilidades administrativas à frente de uma das maiores redes de atacarejo do Brasil, ele tem marcado presença nas inaugurações das novas unidades da marca — muitas delas resultado da conversão dos antigos hipermercados Extra adquiridos pelo grupo. Somente neste ano, 40 novas lojas serão abertas em diferentes regiões do país. Na última sexta-feira, antes das 9h da manhã, Belmiro já participava da cerimônia de abertura de uma unidade em Interlagos, na zona sul de São Paulo, com uma jornada que só terminou 12 horas depois.

“Quem vai a uma inauguração se lembra daquele momento sempre que passa em frente à loja. É preciso dar o exemplo”, afirma o executivo, que ocupa o cargo desde 2011, época em que o Assaí contava com menos de 40 lojas e presença modesta no território nacional.

Em pouco mais de uma década, o número de lojas quintuplicou, ultrapassando os 230 pontos de venda. Belmiro é conhecido por acompanhar de perto cada detalhe da operação, o que lhe rendeu o apelido de gestor “barriga no balcão”. Apesar das longas jornadas, garante que a saúde vai bem e que os fins de semana são, em sua maioria, dedicados à família. Pai de quatro filhos e dois enteados, o executivo recebeu recentemente a notícia de que será avô.

Um dos maiores méritos de Belmiro, segundo colegas e analistas do setor, é ter conduzido o crescimento do Assaí sem abandonar a essência do modelo atacadista: manter os custos operacionais baixos para oferecer preços acessíveis ao consumidor final. Ele reconhece que sua trajetória de vida o ajuda a entender a importância disso. “Sempre me fascinou a ideia de vender um produto 15% mais barato. Isso faz diferença para quem está do outro lado do balcão”, comenta.

Nascido em Santo André (SP), Belmiro se mudou ainda criança para Maringá (PR), após seu pai adoecer e a família buscar apoio no interior. Irmão do meio entre três filhos, ele começou a trabalhar muito cedo: vendeu sorvetes, engraxou sapatos e foi boia-fria. “Tive minha primeira carteira assinada aos 13 anos”, relembra.

Essa experiência precoce no mercado de trabalho foi o ponto de partida para uma carreira sólida no setor de alimentos. Aos 15 anos, começou na rede paranaense Musamar. Depois, passou 20 anos no Atacadão, chegando à empresa antes mesmo da aquisição pelo Carrefour em 2007. Hoje, aos 50 anos, Belmiro acumula 35 anos de experiência e testemunhou de perto a transformação do atacarejo no Brasil.

Ele lembra que, no início, o modelo era voltado majoritariamente para empresas e exigia cadastro com CNPJ. A estrutura era simples e pouco atrativa para o consumidor comum. “Era um formato espartano, e o calcanhar de Aquiles era a experiência de compra, que deixava a desejar”, recorda.

Essa realidade mudou. Atualmente, 93% dos itens encontrados nos antigos hipermercados já estão disponíveis no atacarejo. Um dos avanços mais relevantes foi a implantação de açougues nas lojas, algo muito solicitado pelos clientes. Algumas unidades, inclusive, passaram a contar com adegas para atender perfis específicos de consumidores.

Segundo Belmiro, compreender o perfil de consumo de cada bairro é essencial para definir o mix de produtos de cada loja. Esse olhar atento ao consumidor ajudou o Assaí a se consolidar como referência no setor.

O crescimento da empresa é notável também no mercado financeiro. De uma rede adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA) por R$ 400 milhões entre 2007 e 2009, o Assaí hoje está avaliado em R$ 27 bilhões na B3. Desde que se separou do GPA, passou a ter valor de mercado superior ao da empresa-mãe, que atualmente está avaliada em cerca de R$ 6 bilhões.

A história de Belmiro Gomes é um exemplo de superação e liderança com foco no cliente. De origem simples, ele conseguiu escalar as posições mais altas do varejo nacional mantendo os pés no chão e os olhos atentos à realidade dos brasileiros.